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quarta-feira, 27 de junho de 2012

O Reino de Asrinon


          A Península da Prata é uma formação antiga do planeta de Vaniya. Situa-se a extremo oriente do grande continente central, ligado a ele, na região de Silverwood, por estreito braço de terra com apenas 40 quilômetros de largura. Estudiosos afirmam que em apenas algumas centenas de anos o Golfo de Rinon engolirá de vez a conexão da península com o continente, transformando-a numa enorme ilha. Seu clima é bastante equilibrado, enfrentando todas as estações do ano em períodos de tempo parecidos. Possui terras férteis ainda pouco exploradas. Conta com uma antiga floresta de carvalhos que cobre a porção norte da península até o pé de uma estranha formação rochosa chamada Dente de Pedra. Ao sul, a Cordilheira Argêntea se mostra rica em minérios de carvão, ferro, níquel e em especial prata, muita prata. Dois grandes lagos – o Gerden, no centro da península e o Kerr, mais ao sul, à oeste da cordilheira - são os principais nodos de uma emaranhada rede hidrográfica que favorece muito o desenvolvimento da vida na região.
          A região nunca foi densamente povoada, talvez porque a navegação das civilizações de Vaniya não seja muito desenvolvida, ou talvez mesmo por um simples relapso da maioria das raças em não reconhecer o grande potencial da península. Alguns lugarejos humanos muito isolados floresciam aqui e ali na região mas nunca chegaram a se transformarem nas grandes cidades que os homens costumam construir. Anões já ocupam a Cordilheira Argêntea há pelo menos mil anos, mas sua natureza montanhosa e subterrânea os mantém fixados na cordilheira, onde construíram o maravilhoso complexo da Citadela das Runas, ocupando os cinco picos mais altos das montanhas e interligando-os por túneis e cidades subterrâneas. Halflings ocupam as colinas ao norte da cordilheira desde tempos desconhecidos sem nunca terem sido incomodados por outras raças. Segundo alguns registos, há cerca de trezentos anos atrás uma outra linhagem de anões chegou à península. Eram conhecidos como o Clã de Duggerdin e fugiam de inimigos orcs que atacaram seu antigo lar. Chegaram pelo norte e se instalaram no Dente de Pedra. Entretanto, os orcs vieram em seu encalço e não deixaram um único sobrevivente. Felizmente os inimigos dos anões não tinham interesse na Península da Prata, que aparentemente não hospedava nenhuma civilização que pudessem saquear.
          Duzentos anos depois, um fenômeno interessante aconteceu. Um grande fluxo de homens e mulheres humanos migrou para a Península de Prata. Aparentemente fugiam do punho de ferro dos tiranos que governavam o Reino de Interinon, cuja única cidade é Derinon. Num dado momento, centenas de embarcações mal construídas cruzavam o Golfo de Rinon e aportavam ou se despedaçavam na costa oeste da Península. Os homens rapidamente se espalharam e fundaram pequenos vilarejos pela região. O primeiro assentamento importante que os humanos construíram foi o Forte Stanton, na costa oeste por onde chegaram – era uma forma de manter a vigilância sobre Derinon, cujos senhores juraram vingança aos emigrantes. Posteriormente, o posto de Kerrfield foi construído às margens do lago Kerr, ao norte de Stanton. Os maiores fluxos de imigrantes seguiram mais para o norte, onde finalmente construíram em apenas poucos meses a grande cidade de Varinon, que veio a se tornar capital do novo reino que tinha o nome de Asrinon – significava, na linguagem local “liberdade construída com as próprias mãos”.
          Varinon ficava à vista, do outro lado do golfo, do posto avançado de Caprinon – um forte onde a maior parte do exército dos tiranos ficava, pois fazia fronteira, se bem que bastante distante com terras dos elfos, com os quais os senhores de Inderinon nunca haviam feito o menor contato amistoso. Mas o povo de Varinon não os temia, a cidade fora construída e fortificada, com o passar do tempo, diversas ordens religiosas, arcanas e de cavalaria se instalavam ou floresciam na cidade.
          Uma vez que Varinon tornar-se segura, constituindo uma verdadeira muralha protetora da Península, o Reino de Asrinon passara a se expandir para leste. Inevitavelmente ocorreu o contato com as raças que já estavam por lá. Os halflings mais velhos não gostaram dos invasores e se enfiaram em suas casas na colina resmungando que seu sossego havia acabado. Os mais jovens sentiram-se muito cativados por essas pessoas em busca da construção de um lar, descobriram que sua vida poderia ser mais interessante e excitante convivendo com os humanos e, com medo de ficarem ranzinzas como os mais velhos, entrosaram-se facilmente com os recém-chegados. Com os anões, que observaram toda a saga dos refugiados em direção à península e viram suas cidades serem erguidas, os humanos perceberam que seria necessário uma diplomacia um pouco mais erudita. A primeira missão diplomática oficial do Reino de Asrinon foi liderada pela delegação de cinco cavaleiros da 1ª Ordem dos Templários de São Cuthbert – originada nos poucos anos de existência de Varinon, sendo a ordem mais tradicional do Reino. Os anões concordaram em estabelecer relações amistosas com os humanos contanto que os últimos se comprometessem a não subir ou adentrar a Cordilheira Argêntea – os humanos teriam total liberdade para usar como quisessem as terras baixas. Vendo a necessidade de se portarem oficialmente, os anões batizam toda a Cordilheira Argêntea como “União da Citadela Rúnica” - mas continuam usando o nome da cordilheira internamente.
        Eventualmente, outras raças entravam em contato com os humanos da península. Era possível encontrar aqui ou acolá um gnomo de passagem, sem que fosse possível saber de onde ele veio ou para onde ia. Nas florestas do norte de Oakbam, encontrava-se ocasionalmente homens e mulheres altos e truculentos, com dentes protuberantes – descendentes talvez dos Orcs que aniquilaram o Clan Duggerdin – entretanto eles não parecia possuir uma cidade ou assentamento – talvez vivessem em tribos. Elfos eram raramente vistos longe das florestas de Oakbam, lugar que por sinal não são suas florestas de origem. Uma pequena vila de lenhadores e caçadores, que existia dentro da floresta desde antes da migração já estabelecia contato com os elfos de Silverwood e permitiam que eles patrulhassem as florestas de Oakbam. Não são conhecidos descendentes de elfos com humanos dentro da Península da Prata. O vilarejo, que veio a se chamar Oakbam foi incluído em Asrinon, após um acordo com o druida local.
           Tendo acertado os assuntos diplomáticos, o humanos deram continuidade à sua expansão. Fundaram a cidade livre de Colemouth no extremo sul da península como uma forma de selar a aliança com os anões da cordilheira. Enquanto diversos lugarejos e vilas se espalhavam pela península, Emerill, a última cidade fundada, que situa-se a oeste da península se desenvolveu estonteantemente rápido. Os homens de Emerill aprimoraram a navegação e partiram para leste, na direção do desconhecido. Apenas para descobrirem que estariam em uma região conhecida nos mapas. Vaniya era de fato redonda e a cidade dos homens dos navios estabeleceu o comércio com nações do outro lado mundo, mas que na verdade estavam a poucas semanas de viagem da península. Em apenas 40 anos, Emerill já é a segunda maior cidade de Asrinon, é uma cidade vibrante e misteriosa. Um lugar de aventuras.
         A religião é um elemento extremamente presente em todos os setores da sociedade asrinoana. É praticamente impossível encontrar algum pessoal dentro do reino, seja de qual raça, profissão ou nível social ela for, que não professe sua fé perante alguma divindade. Para o povo de Asrinon, os deuses exercem grande influência direta sobre a vida dos mortais, então é necessário pedir proteção. Os refugiados de Inderinon afirmam que os tiranos que governam a região eram possuídos por uma influência maligna chamada Ius. Um semideus nascido no mundo mortal e que vaga por ele, causando o mal por suas próprias mãos ou pelas de seus súditos. O grande inimigo de Ius é São Cuthbert – nascido mortal, e elevado à condição de divindade por defender incansavelmente a devoção, a ordem e a bondade. Por este motivo, o santo se tornou o padroeiro de reino. O embate entre Ius e São Cuthbert é replicado entre Inderinon e Asrinon.
         A Ordem dos Templários de São Cuthbert de Asrinon é a instituição mais influente em todo a península. Sua sede fica na capital Varinon, mas está presente também em Colemouth e Emerill, além de ter uma representação permanente na União da Citadela Rúnica. Os templários, além de brilhantes guerreiros prontos para defender o reino a qualquer momento, levam a todo local por onde vão os preceitos de ordem, obediência e proteção. A maior parte dos humanos são devotos de São Cuthbert, mas outras raças, talvez por terem suas próprias deidades raramente se convertem ao bertismo. Em Emerill, a Ordem dos Templários enfrenta grandes problemas em impor a ordem e com a falta de fiéis – uma consequência da grande presença de halflings (que são tão ligados à religião quanto os humanos mas a professam de outras maneiras) e estrangeiros, vindos dos reinos além-mar.
          São Cuthbert, apesar de ser o mais adorado em Asrinon, ainda não é tão poderoso quando as divindades tradicionais – fiéis afirmam que São Cuthbert, diferente dos outros deuses, mas assim como seus arquirrival, caminha pelo mundo dos mortais. Desse modo, nos cem anos de vida do jovem reino, diversas religiões se espalharam e ganharam notoriedade. A Grã-Ordem de Heironeous (deus da justiça, honra e bondade) possui um grande templo em Varinon e em diversas localidades do Reino. Heironeous e São Cuthbert andam de mãos dadas contra o mal e o caos, entretanto, paladinos de Heironeous têm se preocupado com o fanatismo da população de Asrinon pode acabar incentivando o confronto entre as duas nações. O Iluminado Templo Pelor (deus do Sol) o mais adorado em todo o mundo ainda não tem presença marcante em Asrinon, mas é possível encontrar seguidores seus ou oferendas a ele. Outras divindades como Obad-Hai (natureza), Ehlonna (florestas, fertilidade), Fharlanghn (viajantes) e Procan (mares) são adorados localmente.
          Os anões talvez sejam mais fanáticos em sua fé por Moradin (deus da terra, criador dos anões) do que os humanos por São Cuthbert, além disso, não sentem vergonha alguma em adorar Vergadain (deus da riqueza e sorte) pois acreditam que a riqueza é uma recompensa justa pelo trabalho. Em resposta ao atos diplomáticos dos humanos os anões usam representantes de Berronar (deusa anã da segurança e verdade) em representações diplomáticas como uma forma de gratidão pelos humanos terem respeitado seu lar e optado pela paz. Os halflings possuem sua própria forma de professar a fé, por isso seus deuses representam festas, bebedeiras, comilanças e diversão, os principais são Yondalla (fertilidade, criadora dos halflings) e Olidammara (ladrões, farra, artistas) e possuem muitos seguidores entre os humanos principalmente.
          Asrinon é um reino jovem e com muito a crescer. Um reino onde há lugares a serem explorados. Um reino onde a fé é forte e os deuses estão presentes. E está de portas abertas para ser conhecido.

Créditos do mapa e dos nomes para Ramah (http://www.cartographersguild.com/showthread.php?5556-Vaniya-by-Ramah) - desculpe pessoal, mas não sou muito bom para criar mapas então pego o que os outros fazem mas a história fui eu quem inventou!!! (por favor não entrem no link para não verem o mapa pq vou usar na campanha, né hheheheh)

Depois queria conversar em particular com todo mundo pra poder montar o background dos personagens certinho. Um abraço a todos.

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segunda-feira, 23 de novembro de 2009

A Comédia dos Três

Ato 1 – O Esplendor de Esplendória


Cena 1 – Um Encontro Inesperado


Cenário: Capital do Reino de Esplendória, a maior cidade do Reino é sede de uma importante competição que ocorre no dia em questão, a cidade está bem mais movimentada que o normal, pessoas vinda de todos os lugares do Reino se juntam para anunciar seus produtos utilizando-se da melhor estratégia de marketing criada até hoje: gritar a plenos pulmões e oferecer pechinchas falsas à viajantes desinformados.


Iluminação: Luz do dia.


Contracena: Lyin


Figurantes: Cerca de 50.000


Entro eu correndo pelo palco abrindo caminho na multidão, volto-me para trás e grito.


Raihma: Parem de me jogar panelas e cebolas! Todos sabem que só se torna uma grande cantora de Ópera com muito treino e dedicação. Não vejo qual o problema de realizar meus exercícios de voz das 3 às 6 horas da manhã. (Viro-me para a platéia). Mas não ligo, pois um dia jogar-me-ão flores e moedas de ouro. Uma estréia em Esplendória, a capital do Reino, seria um belo pontapé inicial! Não no traseiro, como estou acostumada – já adaptei minha armadura para minimizar o impacto – mas em direção ao estrelato! Huh!? O que é aquilo?


Reparo em uma criatura muito pequena no meio dos vários pés que caminham despreocupados e por pouco não pisam nela. Bom... Não sou lá muito bem o tipo de pessoa com moral para julgar tamanho, afinal há um motivo pelo qual nós Anões, somos chamados de Anões. Mas deve haver também um outro motivo muito forte pelo qual outras criaturas são chamadas de “metade de alguma coisa”. A primeira vista, pensei que se tratava de uma criança esfarrapada, abandonada na rua, uma menininha de cerca de 10 anos de idade, mas quando me aproximei, vi que parecia ser mesmo uma mulherzinha com não mais de 90 centímetros de altura, sentada no chão, desenhando coisas sem sentido com um graveto na terra.


Raihma: Olá, minha filha, tudo bem com você?


Lyin: Oi! (sorrindo)


Raihma: Qual o seu nome?

Lyin: Lyin.


Raihma: E o que você está fazendo aí, menina?


Lyin: Não sei...


Raihma: Não sabe? E de onde você veio?


Lyin: Não lembro...


Raihma: Coitada! Está com amnésia... Eu também fico assim quando bebo vodka anã. Mas me diz, por acaso você não teria algum dote artístico?

Lyin: Não sei...


Raihma: É que estou escrevendo uma Ópera, sabe? E estou já estou formando um elenco que possa interpretá-la.


Lyin: Ah.


Raihma: Você por acaso não sabe cantar, dançar, tocar algum instrumento, plantar bananeira ou fazer contorcionismo? Você é pequena e ágil, umas aulas de dança não lhe cairiam mal...


Lyin: Não sei... Se sei alguma coisa...


Raihma: Bom, podemos testar isso agora! Os verdadeiros talentos artísticos não são afetados por amnésia. Vamos, levante-se!


Lyin se levanta e espera que eu lhe diga alguma coisa, Eu então faço alguns testes com minha voz, respiro fundo, faço movimentos com a boca e começo a cantar bela melodia escrita pelo Bardo Cavarotti e sua viagem às frias montanhas onde hipopótamos amarelos dançavam valsa com javalis de bengala enquanto discutiam assuntos da metafísica dos botões da camisa.


Lyin se mostra tímida no começo, mas a medida que chego no refrão (momento em que os javalis giram em torno das suas bengalas) a Halfling se mostra uma perfeita acrobata no momento em que após de tropeçar em caixote se agarra na barba de um velho que está observando, gira e salta, trançando a barba do velho e cai nos braços de um forte cavaleiro que também tinha parado para olhar.


As pessoas que se reunem à volta aplaudem e se divertem com a perfomance até o momento em que uma sombra gigante cobre toda praça. Todos olham para cima estupefados, fico em silêncio e observo com a mesma admiração até que sombra se vai e multidão se desperse, deixando alguma moedas em meu capacete.


Raihma: Sabe o é aquilo, garota?


Lyin: Um barco que voa?


Raihma: É a nossa porta de entrada para o sucesso! E nos levará ao palco do grandes artístas!


Lyin: Ainda me parece um barco que voa. E ele está indo para o Coliseu - não sabia que gladiadores e feras selvagens eram grandes artístas.


Raihma: Venha, pequenina! Chegou nossa hora de brilhar!


Agarro o braço de Lyin e a puxo para fora da Cena. Baixam as Cortinas


Fim da Cena 1. - Começa a Orquestra


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quinta-feira, 26 de março de 2009

.: A LENDA DAS GEMAS :.

Parte II - A Morte

Kazuo levanta-se, sua atitude serena como um rio que corre lentamente, passa a um mar em fúria pronto para atacar. Mesmo ferido o sábio sobe na pilastra criada por Ginzu e começa a fazer um movimento circular rápido e feroz, o bruxo não entende o que Kazuo está para fazer. Após um instante Kazuo leva uma de suas mãos para baixo e depois a faz subir por dentro do círculo que ele desenhara no ar com suas mãos, e como se puxasse algo ele faz surgir das paredes arrancadas por Ginzu um grande turbilhão de água, que ele trouxe de um lago que fica na parte de fora do prédio, criado para harmonizar os elementos. Kazuo tenta usar o turbilhão para tirar Ginzu da sala, tentando ganhar vantagem usando o lago, porem o bruxo percebe a intenção do sábio e decide pará-lo. Ele usa a pressão do ar e a força da água para tentar tirar a água da sala. Kazuo e Ginzu se esforçam para controlar a água, mas Ginzu leva vantagem por controlar dois elementos e consegue retirar toda a água da sala, mesmo assim, a sala está toda molhada agora, dando um pouco de vantagem a Kazuo.

O sábio abaixa suas mãos e as ergue - fazendo força, mas de forma lenta - imitando o movimento de suas mãos, surge aos poucos uma espessa parede de gelo separando a sala. Kazuo desce da pilastra e volta ao chão.
Ginzu tenta derreter a parede com bolas de fogo, destruí-la com pedras, e mesmo a água e o ar foram incapazes de passar pela barreira. O sábio decide usar o próprio gelo, usando o gelo como lança, e a água como chicote. Ginzu não consegue atacar, pois tem que se defender usando círculos de fogo e barreiras de pedra.

Quando a luta parece ter sido totalmente controlado por Kazuo, Ginzu tem uma ultima idéia.
Ele anda um pouco até sair de cima do tapete, levanta sua mão direita, apontando para o alto e, com um movimento rápido e retilíneo, abaixa sua mão. Seu movimento dispara uma descarga elétrica no tapete que chega até Kazuo e o atinge diretamente.

Kazuo fica quase imóvel no chão. Não tem energia para conseguir reagir, mas com a parede de gelo à sua frente, pensa estar seguro. Até que Ginzu levanta as suas mãos e as leva para frente, em outro movimento retilíneo, quando os escudos nas paredes viram lanças de metal, que atravessam a parede de gelo e o corpo do sábio. Kazuo morre deitado no chão, sem esperanças para o futuro com tal poder nas mãos de Ginzu.

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quarta-feira, 18 de março de 2009

Folhas que caem.

O Grande Conselho.

Hoje o conselho de guerra vai se reunir, todos os patrulheiros foram chamados. Relatos de alguns dos nossos que formam a guarda avançada de Luminares dão conta que os góblins já se reunem. Quatro das seis tribos maiores já montaram acampamento, os nossos batedores relatam que dentro de quinze dias eles estarão prontos para marchar sobre nós. Nossa situação é crítica, um ataque em massa para o qual não estejamos preparados significaria nossa completa destruição.


Por decisão do conselho as patrulhas serão dobradas, mais postos de observação serão estabelecidos. Todos os elfos capazes de tomar parte na guerra serão convocados e aqueles que não estejam em condições serão incumbidos de montar postos de provisão e ajudar nos processos de fortificação. As altas sacerdotisas darão início aos ritos de preparação a partir de amanhã. Um pequeno destacamento de patrulheiros será incumbido de construir armadilhas por toda Floresta. Se estes malditos góblins pretendem entrar em nosso amado lar, pagarão caro pela ousadia.


Ao final do conselho eu e mais quatro companheiros fomos a presença de Ainun, todos com a intenção de partir pela manhã no destacamento destinado a dificultar o avanço de nossos inimigos. Além de mim estavam ali: Valandil, lâmina do vento - meu antigo tutor e o melhor espadachim que conheci; Ellandan, flecha do trovão, e seu irmão mais novo chamado Elrohir - o primeiro, um exímio arqueiro, o segundo acabara de completar seu treinamento. E Finalmente Idril mestre das feras.

Após convencermos Ainun a nos deixar partir, fomos em direção as nossas casas. A noite estava silenciosa como a eternidade. Uma noite de Inverno com uma beleza pálida, fascinante, um silêncio que pairava sobra nós como se a própria vida segurasse a respiração para não perturbar-lhe a tranquilidade. Caminhei para minha cabana no altos das árvores e ali parei contemplando o céu e seus diamantes. Permanci assim, vislumbrando o infinito por um tempo que não sei dizer ao certo. O espírito da noite vinha até minha alma e a tomava em seus braços, meus pensamentos se tornaram vagos até que já não pudesse mais dizer se eram meus ou da calma escuridão, talvez tenha sido ela que guiou meu olhar para o ponto do qual eu sempre o desviava. Então mesmo dentro da escuridão eu pude vê-la, parada em sua janela, contemplando a mesma noite que me acalmava. E no mesmo instante soube que ela também me via. Alandriel, o Véu da Noite.

Ali, de frente um para o outro dentro da escuridão, permanecemos por um breve instante, ou teria sido por longas horas... Meus sentidos se confundiam, minha alma mergulhava em serenidade. Ali naquela noite, apesar de nossos corpos separados, nossos espíritos voaram unidos na imensidão, como duas folhas ao vento.


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Segredos de Narati - Contos de Aquilon Pristine

Cap. XIII - O Dragão e a Bruxa


Eles já haviam andado por quatro dias pelo vasto vale rumo às florestas. A escassez de luz do sol fazia com que a caminhada fosse mais branda, contudo a pouca oscilação da paisagem causava um desgaste emocional que somado com o excesso de vigilância por se tratar de um campo muito aberto geravam um desconforto atordoante.

Foi num momento em que todos estavam mais exaustos e em total silêncio. Morgan parou bruscamente e soltou um leve gemido.

Foi tudo muito de repente, uma flecha vinda em alta velocidade acabara de entrar por uma fresta de sua armadura atingindo-o no braço.

Aelle e Pristine prontamente olharam para todos os lados e logo viram vindo em investida em uma aranha gigante de montaria um drow.

É de conhecimento de todos os naturais de FeyWild que os drows são uma raça totalmente imprudente em relação aos elfos e principalmente aos eladrins. Nos limites de FeyDark provavelmente haveria um batedor drow ou formirian. Mas os aventureros com certeza não esperavam um deles já tão próximos dos limites das florestas, muito menos montado em uma aranha gigante.

_ Pristine, há mais alguém com ele, e não parece ser aliado! Talvez um elfo prisioneiro! – Aelle saca o arco e já mandando uma saraivada de flechas em direção ao drow faz um leve sinal para Pristine que se atente ao acompanhante que ficara parado desde o inicio da investida do batedor .

_ Pode deixar comigo que vejo quem ou o que é! – Pristine se lança a frente batendo em investida contra o drow enquanto Morgan arrancando a flecha do braço saca seu arco e retribui o ataque com a mesma flecha.

O drow vinha rapidamente por um leve morro acima de uma baixada de mata alta a mais ou menos 30 metros de distância.
Pristine, como de costume, desapareceu aos olhares do drow e do monstro teleportando-se para logo atrás da criatura aprisionada. O drow ignorou completamente a mágica do eladrin e continuou a investida ao grupo.

No chão se debatia um humanóide de mais de dois metros. Pele escamosa em tons azul celeste. O dragonborn vestia roupas leves e tinha as mãos acorrentadas e estava amordaçado. Pristine logo tirou a mordaça e pequenos estalos de corrente elétrica saíram da boca do descendente de dragão azul.

_ Obrigado jovem eladrin!

O drow já empunhando uma espada e auxiliado pela aranha começa um embate com Morgan e Aelle.

_ Veja o que temos aqui! Um elfo! Maldita raça! – e se lançando contra Aelle o Drow ataca com força pulando do dorso da aranha que já se virava para atacar Morgan.

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domingo, 15 de março de 2009

Folhas que caem.


A Cerimônia dos Ventos.


A Cerimônia dos Ventos, festa que celebra o início do Inverno, toma lugar sempre durante a primeira noite após a última folha do outono cair. Este ano o Inverno chegou um pouco mais gelado do que esperávamos. A festa tem início à meia-noite, hora em que Sehanine se encontra mais alta no céu, quando a alta sacerdotisa de Luminares, também chamada Sehanine pois é tão bela quanto a deusa Lua, proclama os ritos sagrados. Foi esta hora que a deusa escolheu para iniciar um novo ciclo, a Lua se recolheu em sua casa na noite de onde sairia apenas dali a uma semana.


A festa então teve início, iniciava-se um novo ciclo natural, um novo ciclo lunar. Para os Anciãos nosso povo também iniciou um novo período de nossa história neste momento. Se assim fosse, pelo menos ele seria iniciado ao som de belas músicas. A festa se estendeu por toda a madrugada, entregamo-nos a ela. Todo elfo dançava ao ritmo da música e se entregava ao vinho. Foi ali, em meio a multidão, que a vi novamente. Estava linda como sempre, na verdade mais do que nunca. Dançava com a alegria dos que nada sabem sobre o amanhã, parecia iluminar toda noite. Talvez Sehanine tenha escolhido seus cabelos, negros como aquela bela noite, para sua morada naquele instante.


Mesmo assim, todos permanecíamos vigilantes, era como se houvesse logo ali, na penumbra da Floresta, um grande lobo a espreita. Mas nada pertubaria aquela noite, não em quanto ela estivesse ali.


Ao final da festa, quando Pelor vinha trazendo a Aurora, Aluin, mulher de Ainun o presidente do Conselho Élfico, deu à luz a uma menina. Uma linda garota de cabelos dourados como fios de ouro. Era o sinal que todos esperávamos, um sinal de esperança de um futuro áureo para nosso vilarejo. Foi batizada de Ellentir, a Estrela do Inverno.

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quarta-feira, 11 de março de 2009

Segredos de Narati - Contos de Aquilon Pristine

Cap. VI - A Câmara dos Olhos

Todos já haviam entrado na sala e a visão parecia a mais estranha que qualquer um deles jamais teria visto. A porta se fechou imediatamente a suas costas. Nem mesmo sinal de haver uma porta ali permaneceu do lado de dentro da sala. Mas isso era o menos estranho. Vários olhos revestiam as paredes e teto, olhos estes presentes não em pintura, mas em espécie viva, olhos que se movimentavam que observavam atentamente todo e qualquer movimento recorrente no aposento.

_ Por Bahamut! Que aberrações são essas? – Morgan deu um giro em torno de si com um ar de total perplexidade _ Onde fomos parar?
_ Creio que seja uma câmara dos olhos! Algo como mais uma armadilha! – Pristine olha em volta como que admirado e volta toda a sua atenção a um arco de portal, adornado com olhos vivos e bases em ouro, logo na parede à frente.
_ Como pode haver tantas bizarrices no interior destas montanhas? – disse Lomphys impaciente se voltando para o jovem eladrin.
_ Há muito mais no mundo do que apenas os nossos cansados olhos podem ver caro anão!
Muito mais do que podemos imaginar aos limites de um assentamento anão! Não deveria ficar tão surpreso afinal de contas o perigo que assola a região é gerado por insetos drasticamente alterados! – dizendo essas palavras, Pristine, sem sequer por um segundo parar de fitar o arco a sua frente, caminhou em direção do mesmo _ É fascinante como pode haver uma sala com tanta magia imbuída. Há tanto tempo inexplorada!

Pristine foi seguido de perto por Aelle, que parecia demonstrar idêntico fascínio pela sala. Morgan e Dorian seguiam ainda levemente alterados pela estranheza da sala, ambos sentiam como se até mesmo sua alma estivem sendo observadas por todos aqueles olhos, estes de vários formatos e tipos, alguns lhe pareciam familiares e outros de tão desconhecidos lhe causavam angustiado desconforto.
Quando Pristine e Aelle seguidos de Morgan e Dorian chegaram de frente ao portal, Lomphys ainda estava no inicio da sala.

_ Ora veja só que curioso! Não conheço nenhum olho, de qualquer criatura que seja desta forma! – dizendo essas palavras, Lommphys já dirigia sua mão em direção ao olho.
_ Não faça isso! – com um coro, Aelle e Pristine tentaram intervir na ação de Lomphys.
Contudo Lomphys já havia enfiado seu grosso dedo anão nos pequenos olhos desconhecidos. Foi quase instantâneo, um pequeno lamurio começou tímido e foi se alastrando pela sala. Os olhos piscavam fortemente e depois se comprimindo começaram em coro uma espécie de choro angustiante. A sala então começou a se encher de lágrimas que rapidamente subiram até os pés dos aventureiros. Talvez em menos de cinco minutos toda a sala estaria alagada pelo choro dos olhos.

_ O que você fez, anão? – Morgan fungou fundo olhando em volta a situação.
_ Eu não fiz nada de mais! Apenas fui ver o que era aquele olho! – Lomphys parecia um tanto quanto nervoso de ter tantos olhares repreensivos contra ele.
_ Ora, você machucou os pequenos olhos com suas mãos! _ Dorian parecia padecido do sofrimento dos olhos.
_ O ver anão, como sempre, é sinestésico demais! – Pristine fala com certo tom de desprezo e chacota, mas rapidamente recupera o ar sério _ Rápido, vamos encontrar uma saída!

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segunda-feira, 9 de março de 2009

Segredos de Narati - Contos de Aquilon Pristine

Cap. XIII - O Dragão e a Bruxa.

Os aventureiros já haviam andado um dia e acabaram de desmanchar o acampamento onde passaram a noite. Pristine descansara muito mal nesta noite. A amarga sensação de preocupação assolava seu coração. O que teria acontecido a Sariel? Poderia algo ter acontecido com Berrian Dualister? Michelle Quarter?

Quando se puseram a caminhar a cabeça de Pristine girava com os pensamentos que lhe ocorriam. Lembrava-se das varias vezes que se divertira com seus colegas pelos corredores e salas da Abadia. Lembrou-se de um dia em especial então.

O dia já se fazia vasto, era um destes dias comuns de verão quando o dia é bem mais longo e grandioso do que a noite. Eles e seus colegas já se encontravam sentados na longa mesa de estudos que fica bem ao centro do dormitório. Com uma leve batida a porta se abre e de uma fresta o semblante de Michelle aparecia.
_ Já podemos entrar? – e dizendo isso entrou pela porta seguida de Sariel e Naivara, esta ultima com as roupas levemente chamuscadas e com o rosto sujo de carvão. Sariel como sempre estava com os cabelos presos e com o óculos de lentes redondas e Michelle estava trajando uma leve túnica com abotoaduras laterais e cinto.
_ Hep, o que estava fazendo? – se dirigindo a ela Erevan foi com um lenço que prontamente retirou do bolso passou levemente no rosto de Naivara.
_ Não esquenta Chin! É que estava fazendo um experimento novo. Acho que descobri uma utilidade a mais para a combinação de Éter com o acidulante de Limo!
Todos se entreolharam e Aquilon e Michelle caíram na risada.
_ Pior foi pela manhã, no treinamento de combate armado, o Dualister deixou a sua maça cair nos pés do Isildor! – Sariel parecia feliz em fazer aquele comentário enquanto o rosto de Dualister se enrubescia.
_ Ora eu não tive culpa! Já havia machucado minhas mãos com fogo alquímico! – e mostrando a mão enfaixada completou _ Veja só!
Mais uma vez todos lançaram risadas da situação toda.
_ Bem rapazes, acho que já podemos começar! – levantando da mesa Markin diz em tom sério e faz um aceno para que todos se acomodem _ Temos muito que tratar hoje!

Foi naquele dia que fundaram o efetivamente o grupo dos FeyLords of Wisdom. Começariam a buscar e pesquisar a cerca da antiga profecia. Poderiam eles ali naquele dia saber o que aconteceria? Já haveria ali naquele dia um traidor?

Cortando-lhe totalmente do transe em que estava Pristine sentiu a orb realizando uma chamada.

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Folhas que caem.


Folhas que caem.


Já faz três anos. Três anos desde que me juntei a patrulha de Luminares, meu lar. Três anos que vejo, noite após noite, o ascender e o descansar de Sehanine, a deusa Lua. O lento movimento do mundo caminhando para seu destino, a sutil caminhada de tudo nas tortuosas trilhas da Dama-Sem-Nome, a rainha de tudo que é vivo e um dia deixará de ser. Faz três anos que acompanho, toda noite, a leve dança da Floresta e, mesmo assim, ainda é um espetáculo do qual não posso desviar os olhos. Hoje, quando a última folha da estação caiu junto da aurora, me emocionei como da primeira vez, talvez até mais. O inverno chegou, a Dama Corvo se ergueu de sua morada e caminha entre nós.

Hoje na última hora, quando Sehanine estiver em seu mais alto trono, tomará lugar a Cerimônia dos Ventos, que eles possam levar a Rainha Corvo em paz por sua jornada. Mesmo com a proximidade da celebração o coração de todos parece apreensivo, sorrisos nestes tempos difíceis são raros e fracos como a luz que hoje se derramou no tapete de folhas caídas.


Este Inverno promete ser rigoroso e difícil para nosso povo. A caça se tornou cada vez mais escassa, os animais fugiram para o sul. Eles parecem sentir no ar o cheiro da tempestade que se forma um passo após o Horizonte. Uma nuvem negra, não como a noite que é bela, mas negra marcada da não existência. Uma tempestade com o fedor dos góblins. Luminares se prepara para a guerra. Possa ao menos o vinho não ter o gosto de sangue.

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domingo, 8 de março de 2009

Segredos de Narati - Contos de Aquilon Pristine

Cap. XII - Nos Limites de FeyDark

O portal puxa tudo com uma força relativamente grande. Tudo é sugado para dentro do portal de forma desordenada e violenta e os aventureiros fazem a viagem de maneira pouco confortável.
Pristine percebe então no memento que passa por Lomphys que algo de errado parece acontecer com ele e neste momento o anão e sugando para outro braço dimensional do turbilhão planar.

Quando finalmente chegam a um lugar os aventureiros o percebem como bem diferente de tudo que já viram.
Prisine e Aelle como descendentes de Fey reconhecem para si estar em FeyWild, mas em um lugar onde nunca estiveram. Uma planície, que parece estar entre montanhas, um vale que se estende quilômetros para o norte e para o sul.
Priestine olhando em volta então percebe Taren correndo mais à frente descontrolado ele fala com algo que segura que lembra a orb usada por Pristine.
_ Rápido! Tire-me daqui!
Aelle e Prisitne correm em seu encalço.
_ Elfo me ajude a cercá-lo! Não podemos nos dar ao luxo de perder ele de vista!
Taren corre alguns metros em direção ao norte, Pristine e Aelle seguem-no de perto e Morgan se recuperando da desastrosa aterrissagem se levanta aos tropeços e corre para a perseguição.

Mas neste momento todos percebem então uma espécie de rachadura dimensional, como se um pequeno portal se abrisse. Desfigurando o cenário de dentro da rachadura sai uma mão que agarra Taren pelo colarinho. Pristine se lança em direção a Taren mas antes que pudesse encostar a ponta de seus dedos nele a mão puxa Taren para dentro da rachadura, desaparecendo logo em seguida junto com o portal.
_ Desgraçado! - Pristine cai no chão e começa a esmurrá-lo.
Aelle olha em volta desolado como se procurasse algum conforto.
_ Parece que ele escapou entre nossos dedos! Não conseguiremos saber quem o tirou daqui, muito menos para onde o levou! – dando mais uma olhada na região Aelle completa _ Teremos agora, é que descobrir como sair daqui.
Pristine se levanta ainda ofegante, olhando nervoso a sua frente como que procurando uma referência.
_ Estranho não me lembro de estar em nenhum lugar assim antes em FeyWild! – Pristine olha em volta atentamente.
Onde poderiam estar? Pristine pensa rapidamente nos estudos de geografia de FeyWild.
_ Espere somente um minuto!
Pristine então começa a meditar um pouco e então reconhece estar em um lugar onde nunca desejou estar, longe dos assentamentos eladrins de FeyWild, um lugar conhecido como Feydark, terra natal de muitos dos mais perigosos inimigos dos Eladrins os terríveis Fomorians e Drows e o pior, em suas maiores profundezas, o próprio Príncipe do Inverno.
_ Raios! – com relativa cara de espanto Pristine começa a falar para Aelle _ Esse vale parece ser uma das entradas para FeyDark, afinal ela fica dentro das montanhas, indo em direção ao sul, isso faz daqui uma fronteira direta com os limites do Príncipe do Inverno! Veja é possível perceber que as montanhas vão se juntado para se adentrarem à verdadeira região de FeyDark! Nunca estive tão longe assim!
_ Então é melhor darmos um jeito de sairmos daqui! – Aelle parece preocupado _ Imagino que elfos e eladrins não sejam convidados bem vindos nos arredores!
_ Bem, ainda não corremos real risco por não estarmos diretamente nos domínios do Príncipe do Inverno. – Pristine olha atentamente para as montanhas _ Mas mesmo assim creio que seria bom se voltássemos para o Plano Mortal.
Com o fim da perseguição e sabendo onde estão Morgan e Aelle finalmente dão falta de Lomphys.
_ Onde o anão foi parar? – Morgan olha em volta como que procurando pelo chão algum sinal do anão.
_ Pelo que vi ele teve problemas com a viagem planar. Deve ter se teleportado para outra região de FeyWild ou mesmo FeyDark! – Pristine diz isto já se arrumando para seguir viagem.
_ Não diga isso Aquilon Pristine! – Morgan pareceu nervoso ao se virar para o eladrin _ Pelo que você falou e pelo pouco que sei FeyDark é uma região perigosa demais para ele sozinho!
_ Claro! Mas o que podemos fazer? Assim como não tem como saber para onde o Taren foi, nunca saberemos para onde o Lomphys poderá ter ido!
Aelle intervêm a conversa.
_ Bem amigos podemos dar sorte de nos encontrarmos com ele antes de voltarmos ao Plano Mortal!
_ Sim, mas antes preciso fazer uma coisa. – Prisitne olha fixamente para Aelle _ Um rito.
_ Nunca pensei que estaria um dia em FeyWild, mas agora que estou aqui, também sinto que deva prestar homenagem à casa dos antigos. – Aelle retribui o olhar com consentimento e completa _ Mas, penso ser melhor pegarmos a direção norte e caminhar rumo as florestas naquela baixada.
_ Com certeza lá será um ambiente onde se sentirá muito melhor! – Pristine coloca levemente a mão sobre o ombro de Aelle _ Rumemos para lá então.
Após algumas horas de viagem na planície do vale em direção ao norte, Pristine percebe que seu pequeno artefato de comunicação está apontando uma chamada.
_ A floresta está muito longe ainda! – reclama Pristine olhando para Aelle com um olhar fixo assentido como o anterior e apontando discretamente para o bolso.
_ Ainda estamos a uns cinco dias de viagem daquelas florestas da baixada. – Aelle confirma o olhar de Pristine e se voltando para Morgan diz _ Vamos procurar por um abrigo.

Pristine ignora a chamada e ajuda a montar o acampamento o mais rápido. Logo o acampamento estava montado e seguindo a decisão estabelecida Pristine ficaria de vigia enquanto Aelle e principalmente Morgan que estava bem mais ferido e fatigado descansavam.
Algumas horas se passaram e Pristine acabou pegando entrando em transe enquanto pensava no que faria para reaver o livro que acabara de perder. A orb chamou constantemente por ele mas como ela não tem efeito sonoro Pristine não voltou do transe e ignorou todas as vezes incansáveis que ela tentou estabelecer uma comunicação.
Foi muita sorte não ter ocorrido maiores imprevistos com o adormecimento de todo o grupo em um local tão descampado e a vista, mas em poucas horas de descanso Pristine já despertará assustado com seu desleixo.
Pristine se levanta e chama por Aelle que ainda dormia como pedra sob a relva.
_ Tenho que atender uma chamada de meus amigos vou aproveitar para reportar o que nos ocorreu. Talvez possam ajudar. Se dirigindo para um local mais afastado Pristine completa _ Venha comigo!
Aelle responde ao chamado de Pristine e se encaminha pra o local onde o eladrin parece checar algo em seu bolso.
Retirando uma orb avermelhada translúcida do bolso. Pristine a levanta apoiada nas mãos a altura do peito. Balbucia algumas palavras incompreensíveis ao elfo e lança um leve sopro dos lábios.
Logo que atende, a orb se torna opaca e como uma tempestade nebulosa pode-se perceber o semblante preocupado de sua colega Sariel Tristars.
_ Sariel? Você? O que aconteceu? Alguma coisa nova inadiável? – Pristine parece um pouco desconcertado com uma chamada de Sariel ele esperava Markin ou até mesmo Dualister o Michelle.
_ Pristine! Finalmente! Porque demorou tanto para atender? – a voz de Sariel sai quase cochichada e esboça uma leve expressão amedrontada.
_ Tive sérios problemas na antiga Abadia! – Pristine já muda completamente sua voz para um tom mais neutro _ Mas porque você parece alterada? Aconteceu algo que deveria saber?
_ Sim! Pristine eu sei que ultimamente não estamos nos dando muito bem, mas você é neste momento a única pessoa em quem confio! – Sariel parecia realmente abalada
_Ora Sariel, não que não nos damos bem!" – Pristine parece um tanto quanto embaraçado com essa afirmativa _ Você sabe que confio muito em você!
_ Pristine há um traidor entre nós! - nesse momento se ouve um ruído como se uma porta acabasse de ser aberta violentamente, Sariel vira o rosto assustada para o lado bruscamente _Você!
Apenas um grito agudo precedeu o som de vidro se quebrando com a imagem totalmente distorcida nem Pristine muito menos Aelle conseguiram ver algo antes que houvesse total perda de contato.
_ Raios! Como assim? – Pristine olha indignado para Aelle. _ Pelos deuses o que está acontecendo?
_Parece que sua amiga está em grande perigo! – Aelle parecia um tanto quanto curioso com cena que acabara de presenciar um tanto pelo aparato mágico que não sabia que Pristine portava e sem duvida mais ainda pelo relato da colega de Pristine _Se ela descobriu um traidor para o que quer que vocês estejam fazendo, e ele a descobriu, temo por sua vida! – apesar de uma pequena ponta de duvida a cerca dos objetivos e da missão na qual Pristine está envolvido Aelle se compadeceu da angústia de seu companheiro e reservou as perguntas para um momento mais oportuno _ Pristine você não faz idéia sobre quem ela falava?
Somente neste momento Aelle realmente se deu conta em qual estado seu amigo estava.

Fitando-o nos olhos percebeu que a feição de Pristine oscilara rapidamente de indignação ao desespero. Aelle podia sentir a imensa preocupação dele com Sariel. Os olhos de Pristine curiosamente pareciam levemente lagrimejar. As lágrimas que finas e envergonhadas saiam de seus olhos evaporavam logo em seguida como uma neblina e os olhos se enevoavam em um azul mais opaco que o normal.
Como que saindo de um breve transe Pristine se virou ao companheiro.
_ Não! Nunca poderia imaginar um traidor entre nós!
Aelle deu uma leve levantada nos ombros como se dissesse que não fazia idéia do que fazer ou pensar.
_ Onde estaria o Dua numa hora dessas? – Pristine olha novamente para a orb e começa o mesmo ritual antes realizado para chamar Sariel.
_ O Dua é meu colega de quarto a cinco anos! Ele tem que saber de alguma coisa! – Pristine fica ainda mais apreensivo e olha para o elfo _Aelle, o Dua também pode correr perigo!
_ Se existe mesmo um traidor, sinto em dizer que até mesmo você estará em perigo meu amigo Pristini!
Na orb começa a aparecer o semblante de Dualister em uma elevação lateral como se estivesse segurando a orb abaixo da cintura.
_ Pristine, agora não, estou em aula! Dualister diz com uma calma voz quase inaudível sussurrante.
_ Dua preciso de você agora! É uma emergência! Caso de vida ou morte! – Pristine já parecia mais nervoso que apreensivo _ Saia dessa aula pelo amor de Colleron teu deus!
_ O que pode ser tão urgente assim agora? Está bem vou chamar você de volta! – dizendo essas palavras Dualister finaliza o contato.
_ Aelle, devemos voltar para o plano Mortal o quanto antes! Pristine começa a olhar em volta do terreno procurando algo que ele mesmo não saberia o poderia ser.
Segundos se passaram até a chamada de Dualister:
_ Vejo que está com Aelle! – cordialmente Dualister acena com a cabeça _ Olá, amigo elfo!
_ Olá Dualister, é bom vê-lo em plena saúde!
_ Não há tempo para cordialidades aqui! – interrompe fortemente Pristine.
_ Como Corellon me provem! Mas o que vocês querem? Estão em perigo?
_ O que leva Pristini a contatá-lo, receio dizer, nos trás grande aflição! – Aelle entra na conversa antecipando o assunto.
_ Dua, a Sariel foi atacada! Agora a pouco por alguém que ela falou ser um traidor dos FeyLords! – Pristine se atropela e enrola com as palavras _ Ela foi atacada! Perdi contato com ela de maneira agressiva!
Um breve silencio intimidador permaneceu.
_ Temo por você também meu amigo! Mas você precisa encontrá-la! Não sei ao certo qual seria a aula dela, mas você deve saber! Por Corellon! Ajude a Sariel! – o tom de súplica na voz de Pristine bateu como pedra não só no coração de Dualister, mas de Aelle também _ Não comente isso a nenhum outro FeyLord! Mas tente achar a Michelle também! Temo por ela também!
Antes mesmo que Dualister pudesse pensar em responder Pristine continuou.
_ Estarei preso em FeyWild por um tempo! Mas estarei regressando assim que possível!
_ Caro Dualister, não cite nada sobre o traidor, isso poderia alertá-lo de que você também tem consciência de sua existência! Aelle diz em tom de informação olhando de Dualister a Pristine.
_ Aelle já sabe de por menores de nossa missão! Siga o conselho dele! Logo estaremos ai! – com um certo de súplica as próximas palavras saem _ Mas seja rápido!
_ Como? Sariel foi atacada porque descobriu um traidor entre nós? – Dualister parece perplexo com as afirmações de Pristine _ Oh, por Corellon, o mal de se ser um Clérigo de Ioun é ter o dom natural para saber das coisas, mas vou procurar por ela agora mesmo!
_ Dua, seja breve e cauteloso meu amigo! Logo lhe chamarei para saber como estas!
_ Boa sorte amigo eladrin, que Corellon e Melora possam guardá-lo! – cordialmente Aelle faz um aceno.
Dualister faz um breve aceno com a mão e sua imagem começa a apagar-se da orb.
_ Aelle! – Pristine se vira abruptamente para ele _ Como está minha expressão? Ajude-me a me acalmar preciso contatar todos os FeyLords e aparentar estar bem! O traidor deverá estar abalado se entrou em combate com Sariel!
_ Você está bem meu amigo, mas acalme-se um pouco mais, sei que a notícia de sua amiga o abalou, mas precisa ser cauteloso.

Pristine olha em volta e então para os céus segue-se uma respiração pesada funda e depois outra. Um leve ar gélido começa a se formar em torno dele e sem dizer sequer uma palavra dispara uma rajada de gelo pelo chão congelando toda a grama em volta. Como poderia um dos Feylords ser um traidor! Pior, como poderia Chin seu amigo desde que entrou na escola querer trair o grupo! Não somente estes pensamentos assolavam a mente de Pristine, mas principalmente a preocupação que algo pior poderia ter ocorrido com Sariel. A imagem de Sariel Tristars lhe veio a mente. A garota de cabelos castanhos claros aos ombros, quase sempre usando os óculos de leitura na se ponta do nariz. Ela lhe parecia sempre séria mas sorridente, com pelo menos um livro em mãos em qualquer ocasião que seja. E a imagem dela resmungando com ele por conta de seus erros e deslizes se torna amarga quando ele lembra as ultimas palavras dela. “Pristine eu sei que ultimamente não estamos nos dando muito bem, mas você é neste momento a única pessoa em quem confio!” e são essas palavras que se repetem antes do grito de Sariel fazerem com que Pristine volte a si.

Pristine então se acalma para dar seqüência a uma série de chamadas a todos os Feylords a começar por Erevan Chinquest e Markin Sixortus.
_ Pristine, devemos ficar muito atentos para qualquer comportamento não natural. Qualquer vestígio de combate!- Aelle diz com firmeza _ Lembre-se que um deles é possivelmente o traidor!
Pristine reflete por um segundo na fala de Aelle e se volta para o companheiro.
_ Se fosse para desconfiar de alguém, o que me dá um enorme pesar, eu desconfiaria do Chin ou do Markin! – Sua voz parece fraca e incerta _ A Michelle nunca faria isso sendo que foi ela que encontrou a profecia! A Naivara é muito tranqüila, sempre prestativa, apesar de ser muito neutra quando se trata de comportamentos tendenciosos!
_ Contudo meu amigo, neste momento o melhor é manter a descrição e não revelar muito.
_ Tranqüilo vou apenas reportar a missão como de que costume! – Pristine assente com firmeza.
Pristine chama por Erevan Chinquest primeiro, o tempo de chamada da orb parece não acabar como uma eternidade na escuridão e sem qualquer resposta as hipóteses começam a pulsar na mente de Pristine.
_ Chin maldito! Desgraçado!
Pristine já estava lançando mais uma rajada de gelo contra o chão quando Aelle se precipitou colocando a mão sobre os ombros do eladrin.
_ Não podemos presumir muito! Mas não responder ao chamado é realmente um indício.
_ Como ele pode fazer isso sendo que sempre dividiu o dormitório comigo e com o Dua!
_ O mal sempre encontra meios meu amigo!
_ Bem de qualquer forma você tem razão Aelle, é melhor ter certeza antes de tudo! – Pristine refaz o ritual de chamada da orb _ Vou chamar por Markin!
Markin atende prontamente quase que de imediato.
_ Estava tentando me comunicar com minha entidade em Feywild, mas não era exatamente você, Pristine!
Markin é um mago diferente dos demais de sua turma, um Warlock. Eles são a definição clássica do bruxo, uma pessoa que faz um pacto com alguma entidade que lhe concede seus poderes. Existem diferentes tipos de pacto podendo eles ser Feérico, para fadas; Infernal para abissais ou Astral para alienígenas.
_ Ora Markin, boa noite pra você também! – Pristine lança um leve sorriso sonso _ Bem como líder dos FeyLords of Wisdom achei que você deveria saber que estou mais uma vez em FeyWild! Isso enquanto deveria estar na antiga Abadia! Mas tive problemas com um homem que roubou o livro de mim!"
Pristine não parece estar nem um pouco a vontade, muito menos natural, mas continua falando com Markin.
_ Entretanto logo estarei de volta à escola, afinal o homem quem roubou o livro entrou em domínios de Feydark, e quanto a isso nada posso fazer!
Pristine nem mesmo espera uma resposta e reação e dá continuidade e de fato não consegue esconder bem que está levemente aflito e preocupado.
_ Você tem noticias dos outros FeyLords? Alguma novidade?
Vendo que esta será a primeira real resposta de Markin Pristine se atenta para reparar o colega.

Markin sempre falou mais calmamente e firme e como de costume aparenta serenidade como se tivesse sido interrompido numa meditação.
_ Nada de novo Pristine, Michelle e Sariel, estão em pesquisas, Naivara está com um novo projeto que ainda não nos revelou qual é, Erevan e Berrian parecem bem preocupados com a aproximação da profecia, mas estão se preparando como podem!
Markin mal dá tempo de Pristine rebater com outra pergunta e já se coloca firme.
_ Mas você disse Feydark? – a maneira como Markin fala é como uma ordem de um dos professores de maneira suave, porém autoritária _Você e os que estiverem com você correm grande perigo, devem sair daí imediatamente!
Pristine assente com igual firmeza.
_ Sem problemas Markin, vou sair daqui assim que terminar a chamada! Estarei ai em breve! Mas a propósito, se possível marque uma reunião extraordinária para amanhã! Preciso reportar a todos o que vi na Abadia antiga e nas proximidades de Feydark!
_ Certo Pristine farei isso, boa sorte, meu amigo!
Pristine encerra a chamada e ele e Aelle se entreolham.
_ Como sairemos daqui até amanhã Pristini? As florestas estão a pelo menos cinco dias de distância, e uma jornada pelas montanhas não será menor que isto!- Aelle parece levemente desanimado _ Estamos presos aqui até encontrar um portal!
_ Fique calmo meu amigo, tenho um ritual que pode ajudar a achar um Feycrossing, uma falha temporal planar que pode nos levar para o Plano dos Mortais! – dando um tapinha nas costas do elfo, Pristine continua num tom de voz mais baixo _ Mas antes, fale com Morgan e diga para desmanchar acampamento! Não podemos ficar mais nem um segundo aqui como pôde ver! Diga que rastreamos criaturas da Feydark e esta como uma rota de grande uso por estes!
_ Farei isto, passar a noite nos limiares de Feydark não me agrada realmente! Eu vou ajudá-lo a desmanchar acampamento.
Dizendo essas palavras Aelle se precipita para retornar ao acampamento. Contudo logo que Aelle se vira Pristine põe as mãos em seus ombros fazendo-o fitar-lhe novamente.
_ Ael, obrigado por tudo! Jamais pensei que encontraria em sangue élfico, e não puro eladrin, tamanha amizade e companheirismo! – Pristine esboça um leve sorriso talvez o primeiro mais sincero que Aelle tenha visto ele dar _ Parece que mais uma vez minhas intuições estavam certas e meu orgulho errado! Jamais vou me esquecer de tudo que está fazendo por mim e por meus amigos!
Pristine aperta o ombro de Aelle como um gesto de abraço que em seu interior seria o que realmente gostaria de fazer. Aelle inclina a cabeça numa saudação.
_ É um prazer ajudar aqueles que lutam pelos princípios certos! Você demonstra valor, e por isso tem em mim um companheiro fiel!
Prsitine faz a chamada para Michelle e Naivara enquanto Aelle desarma o acampamento junto a Morgan. Entretanto Pristine não estabelece contato com nenhuma de suas colegas eladrins. Tentando mais de uma vez principalmente na chamada a Michelle, Pristine desiste assim que observa o acampamento quase todo desarmado e então faz mais uma chamada a seu amigo Dualister.
_ Ainda estou tentando encontrá-la, Pristine! - diz Dualister ofegante
_ Dua, você não deve fazer parecer que sabe de algo! Seja natural e não comente nem mesmo com a Mi, apenas fique de olho nela por mim! Estou suspeitando do Chin apesar de não ter conseguido falar com a Naivara e nem com a Mi! – Pristine ainda relutava em acreditar que Chin pudesse fazer algum mal para Sariel _ O Markin me pareceu calmo demais para ter tentado algo! Converse com seu supervisor e diga que vai ficar no plantão da enfermaria! Invente que quer fazer um estudo complementar! Assim você fica mais seguro fora do nosso dormitório e pode saber se qualquer um der entrada na enfermaria!
_ Está bem eu faço isso! Mas por Colleron, espero que nada de mal tenha ocorrido com Sariel! Dualister parecia ter um pesar muito forte _ Como uma coisa destas poderia acontecer conosco?
_ Marquei uma reunião com o Markin para nós todos para amanhã, assim ele vai ter que procurar todos e vamos ter uma visão real do que está acontecendo! Contudo não tenho certeza se conseguirei chegar ai em menos de cinco ou seis dias! Enquanto isso fique de olhos abertos e tente me manter informado com muito sigilo e cautela. Receio que o traidor tenha visto que Sariel estava falando comigo!
_ Seis dias? Onde de FeyWild vocês foram parar?
_ Acredite se quiser mas nos limites de FeyDark!
_ Colleron te salve! Nem quero saber como foi parar ai! Mas deixe-me correr para tentar encontrar Sariel!
_ Certo, mas não se esqueça, não se posicione muito a favor de mim em nada a partir de agora seja cauteloso e mais indiferente! E que Corellon lhe proteja!
_ Farei o que puder Pristine, amanhã contatarei você novamente para dizer o que fiquei sabendo, que Corellon proteja a nós todos!
Terminando a chamada com Dualister, Pristine se encaminha para o acampamento já completamente desfeito. Aelle e Morgan terminam de ajeitar as mochilas quando Pristine se junta ao grupo e se virando-se para Aelle diz em tom calmo.
_ Elfo, as coisas não são tenebrosas somente nos arredores de FeyDark, na nova morada há a incerteza também das que geram a vida, pois ao sinal elas não respondem, contudo o sexto como líder dos sete dias me parece imaculado das impurezas da Feydark! Então vamos tentar voltar ao plano Mortal antes do sexto dia! - e se voltando rumo a floresta completa _ Marchemos amigos para nosso lar porque este é o limite entre o sonho e o pesadelo!

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