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quarta-feira, 27 de junho de 2012

O Reino de Asrinon


          A Península da Prata é uma formação antiga do planeta de Vaniya. Situa-se a extremo oriente do grande continente central, ligado a ele, na região de Silverwood, por estreito braço de terra com apenas 40 quilômetros de largura. Estudiosos afirmam que em apenas algumas centenas de anos o Golfo de Rinon engolirá de vez a conexão da península com o continente, transformando-a numa enorme ilha. Seu clima é bastante equilibrado, enfrentando todas as estações do ano em períodos de tempo parecidos. Possui terras férteis ainda pouco exploradas. Conta com uma antiga floresta de carvalhos que cobre a porção norte da península até o pé de uma estranha formação rochosa chamada Dente de Pedra. Ao sul, a Cordilheira Argêntea se mostra rica em minérios de carvão, ferro, níquel e em especial prata, muita prata. Dois grandes lagos – o Gerden, no centro da península e o Kerr, mais ao sul, à oeste da cordilheira - são os principais nodos de uma emaranhada rede hidrográfica que favorece muito o desenvolvimento da vida na região.
          A região nunca foi densamente povoada, talvez porque a navegação das civilizações de Vaniya não seja muito desenvolvida, ou talvez mesmo por um simples relapso da maioria das raças em não reconhecer o grande potencial da península. Alguns lugarejos humanos muito isolados floresciam aqui e ali na região mas nunca chegaram a se transformarem nas grandes cidades que os homens costumam construir. Anões já ocupam a Cordilheira Argêntea há pelo menos mil anos, mas sua natureza montanhosa e subterrânea os mantém fixados na cordilheira, onde construíram o maravilhoso complexo da Citadela das Runas, ocupando os cinco picos mais altos das montanhas e interligando-os por túneis e cidades subterrâneas. Halflings ocupam as colinas ao norte da cordilheira desde tempos desconhecidos sem nunca terem sido incomodados por outras raças. Segundo alguns registos, há cerca de trezentos anos atrás uma outra linhagem de anões chegou à península. Eram conhecidos como o Clã de Duggerdin e fugiam de inimigos orcs que atacaram seu antigo lar. Chegaram pelo norte e se instalaram no Dente de Pedra. Entretanto, os orcs vieram em seu encalço e não deixaram um único sobrevivente. Felizmente os inimigos dos anões não tinham interesse na Península da Prata, que aparentemente não hospedava nenhuma civilização que pudessem saquear.
          Duzentos anos depois, um fenômeno interessante aconteceu. Um grande fluxo de homens e mulheres humanos migrou para a Península de Prata. Aparentemente fugiam do punho de ferro dos tiranos que governavam o Reino de Interinon, cuja única cidade é Derinon. Num dado momento, centenas de embarcações mal construídas cruzavam o Golfo de Rinon e aportavam ou se despedaçavam na costa oeste da Península. Os homens rapidamente se espalharam e fundaram pequenos vilarejos pela região. O primeiro assentamento importante que os humanos construíram foi o Forte Stanton, na costa oeste por onde chegaram – era uma forma de manter a vigilância sobre Derinon, cujos senhores juraram vingança aos emigrantes. Posteriormente, o posto de Kerrfield foi construído às margens do lago Kerr, ao norte de Stanton. Os maiores fluxos de imigrantes seguiram mais para o norte, onde finalmente construíram em apenas poucos meses a grande cidade de Varinon, que veio a se tornar capital do novo reino que tinha o nome de Asrinon – significava, na linguagem local “liberdade construída com as próprias mãos”.
          Varinon ficava à vista, do outro lado do golfo, do posto avançado de Caprinon – um forte onde a maior parte do exército dos tiranos ficava, pois fazia fronteira, se bem que bastante distante com terras dos elfos, com os quais os senhores de Inderinon nunca haviam feito o menor contato amistoso. Mas o povo de Varinon não os temia, a cidade fora construída e fortificada, com o passar do tempo, diversas ordens religiosas, arcanas e de cavalaria se instalavam ou floresciam na cidade.
          Uma vez que Varinon tornar-se segura, constituindo uma verdadeira muralha protetora da Península, o Reino de Asrinon passara a se expandir para leste. Inevitavelmente ocorreu o contato com as raças que já estavam por lá. Os halflings mais velhos não gostaram dos invasores e se enfiaram em suas casas na colina resmungando que seu sossego havia acabado. Os mais jovens sentiram-se muito cativados por essas pessoas em busca da construção de um lar, descobriram que sua vida poderia ser mais interessante e excitante convivendo com os humanos e, com medo de ficarem ranzinzas como os mais velhos, entrosaram-se facilmente com os recém-chegados. Com os anões, que observaram toda a saga dos refugiados em direção à península e viram suas cidades serem erguidas, os humanos perceberam que seria necessário uma diplomacia um pouco mais erudita. A primeira missão diplomática oficial do Reino de Asrinon foi liderada pela delegação de cinco cavaleiros da 1ª Ordem dos Templários de São Cuthbert – originada nos poucos anos de existência de Varinon, sendo a ordem mais tradicional do Reino. Os anões concordaram em estabelecer relações amistosas com os humanos contanto que os últimos se comprometessem a não subir ou adentrar a Cordilheira Argêntea – os humanos teriam total liberdade para usar como quisessem as terras baixas. Vendo a necessidade de se portarem oficialmente, os anões batizam toda a Cordilheira Argêntea como “União da Citadela Rúnica” - mas continuam usando o nome da cordilheira internamente.
        Eventualmente, outras raças entravam em contato com os humanos da península. Era possível encontrar aqui ou acolá um gnomo de passagem, sem que fosse possível saber de onde ele veio ou para onde ia. Nas florestas do norte de Oakbam, encontrava-se ocasionalmente homens e mulheres altos e truculentos, com dentes protuberantes – descendentes talvez dos Orcs que aniquilaram o Clan Duggerdin – entretanto eles não parecia possuir uma cidade ou assentamento – talvez vivessem em tribos. Elfos eram raramente vistos longe das florestas de Oakbam, lugar que por sinal não são suas florestas de origem. Uma pequena vila de lenhadores e caçadores, que existia dentro da floresta desde antes da migração já estabelecia contato com os elfos de Silverwood e permitiam que eles patrulhassem as florestas de Oakbam. Não são conhecidos descendentes de elfos com humanos dentro da Península da Prata. O vilarejo, que veio a se chamar Oakbam foi incluído em Asrinon, após um acordo com o druida local.
           Tendo acertado os assuntos diplomáticos, o humanos deram continuidade à sua expansão. Fundaram a cidade livre de Colemouth no extremo sul da península como uma forma de selar a aliança com os anões da cordilheira. Enquanto diversos lugarejos e vilas se espalhavam pela península, Emerill, a última cidade fundada, que situa-se a oeste da península se desenvolveu estonteantemente rápido. Os homens de Emerill aprimoraram a navegação e partiram para leste, na direção do desconhecido. Apenas para descobrirem que estariam em uma região conhecida nos mapas. Vaniya era de fato redonda e a cidade dos homens dos navios estabeleceu o comércio com nações do outro lado mundo, mas que na verdade estavam a poucas semanas de viagem da península. Em apenas 40 anos, Emerill já é a segunda maior cidade de Asrinon, é uma cidade vibrante e misteriosa. Um lugar de aventuras.
         A religião é um elemento extremamente presente em todos os setores da sociedade asrinoana. É praticamente impossível encontrar algum pessoal dentro do reino, seja de qual raça, profissão ou nível social ela for, que não professe sua fé perante alguma divindade. Para o povo de Asrinon, os deuses exercem grande influência direta sobre a vida dos mortais, então é necessário pedir proteção. Os refugiados de Inderinon afirmam que os tiranos que governam a região eram possuídos por uma influência maligna chamada Ius. Um semideus nascido no mundo mortal e que vaga por ele, causando o mal por suas próprias mãos ou pelas de seus súditos. O grande inimigo de Ius é São Cuthbert – nascido mortal, e elevado à condição de divindade por defender incansavelmente a devoção, a ordem e a bondade. Por este motivo, o santo se tornou o padroeiro de reino. O embate entre Ius e São Cuthbert é replicado entre Inderinon e Asrinon.
         A Ordem dos Templários de São Cuthbert de Asrinon é a instituição mais influente em todo a península. Sua sede fica na capital Varinon, mas está presente também em Colemouth e Emerill, além de ter uma representação permanente na União da Citadela Rúnica. Os templários, além de brilhantes guerreiros prontos para defender o reino a qualquer momento, levam a todo local por onde vão os preceitos de ordem, obediência e proteção. A maior parte dos humanos são devotos de São Cuthbert, mas outras raças, talvez por terem suas próprias deidades raramente se convertem ao bertismo. Em Emerill, a Ordem dos Templários enfrenta grandes problemas em impor a ordem e com a falta de fiéis – uma consequência da grande presença de halflings (que são tão ligados à religião quanto os humanos mas a professam de outras maneiras) e estrangeiros, vindos dos reinos além-mar.
          São Cuthbert, apesar de ser o mais adorado em Asrinon, ainda não é tão poderoso quando as divindades tradicionais – fiéis afirmam que São Cuthbert, diferente dos outros deuses, mas assim como seus arquirrival, caminha pelo mundo dos mortais. Desse modo, nos cem anos de vida do jovem reino, diversas religiões se espalharam e ganharam notoriedade. A Grã-Ordem de Heironeous (deus da justiça, honra e bondade) possui um grande templo em Varinon e em diversas localidades do Reino. Heironeous e São Cuthbert andam de mãos dadas contra o mal e o caos, entretanto, paladinos de Heironeous têm se preocupado com o fanatismo da população de Asrinon pode acabar incentivando o confronto entre as duas nações. O Iluminado Templo Pelor (deus do Sol) o mais adorado em todo o mundo ainda não tem presença marcante em Asrinon, mas é possível encontrar seguidores seus ou oferendas a ele. Outras divindades como Obad-Hai (natureza), Ehlonna (florestas, fertilidade), Fharlanghn (viajantes) e Procan (mares) são adorados localmente.
          Os anões talvez sejam mais fanáticos em sua fé por Moradin (deus da terra, criador dos anões) do que os humanos por São Cuthbert, além disso, não sentem vergonha alguma em adorar Vergadain (deus da riqueza e sorte) pois acreditam que a riqueza é uma recompensa justa pelo trabalho. Em resposta ao atos diplomáticos dos humanos os anões usam representantes de Berronar (deusa anã da segurança e verdade) em representações diplomáticas como uma forma de gratidão pelos humanos terem respeitado seu lar e optado pela paz. Os halflings possuem sua própria forma de professar a fé, por isso seus deuses representam festas, bebedeiras, comilanças e diversão, os principais são Yondalla (fertilidade, criadora dos halflings) e Olidammara (ladrões, farra, artistas) e possuem muitos seguidores entre os humanos principalmente.
          Asrinon é um reino jovem e com muito a crescer. Um reino onde há lugares a serem explorados. Um reino onde a fé é forte e os deuses estão presentes. E está de portas abertas para ser conhecido.

Créditos do mapa e dos nomes para Ramah (http://www.cartographersguild.com/showthread.php?5556-Vaniya-by-Ramah) - desculpe pessoal, mas não sou muito bom para criar mapas então pego o que os outros fazem mas a história fui eu quem inventou!!! (por favor não entrem no link para não verem o mapa pq vou usar na campanha, né hheheheh)

Depois queria conversar em particular com todo mundo pra poder montar o background dos personagens certinho. Um abraço a todos.

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terça-feira, 29 de maio de 2012

A Proposta


Olá pessoal, no intuito de reativar um pouco as atividades do blog estou postando um conto que escrevi de última hora, bateu a inspiração e escrevi! Haha - tá certo que ele é um pouco spoiler, conta uma parte da história de uma personagem que não era para que os outros jogadores - ou pelo menos os personagens deles soubessem hehehe. Mas ficou legal porque também ficou uma espécie de recapitulação.

Por fim peço licença poética ao Felipe, por estar usando sua personagem, Jill Castle. Mas espero que goste hehehehe. Um grande abraço a todos e Viva o RPG!


A Proposta

O tempo estava pesadamente nublado no Vale do Elsir. Há muito que uma tempestade como a que se aproximava não caía sobre o campos e florestas do vale. Da última vez que o tempo esteve assim, foi o prenúncio da Guerra da Mão Vermelha, quando uma horda de goblinóides e outras criaturas da cadeia de montanhas do Fogo do Dragão marcharam pela Estrada da Alvorada destruindo cada cidade em seu caminho de Drellin Ferry à Brindol, onde foi finalmente contida.
Cada soldado da horda da Mão Vermelha era um fanático adepto ao culto do Kulkor Zhul, dedicado à Tiamati e liderado pelo temível Azarr Kul. Além dos números exorbitantes e da crueldade de cada um dos soldados goblinóides, a Mão Vermelha contava com bestas das montanhas como gigantes, quimeras, mantícoras e até mesmo um grupo de dragões cromáticos renegados.
Na torre do antigo forte Vraath, Jill Castle, a maga pertencente ao grupo de aventureiros que conteve a invasão da Mão Vermelha sobre o vale, escreve sobre seus últimos estudos sobre encantamentos. Mirrorscales, um pequeno dragão prateado observa, balançando a cauda, sua mestra trabalhando da prateleira em cima da escrivaninha.
Já havia passado dois anos desde a Guerra da Mão Vermelha. Quando o grupo de Jill retornou do Santuário de Tiamati, onde enfrentaram Azarr Kul, nenhum deles se lembrava exatamente o que aconteceu. A experiência certamente abalou a todos – tanto que nunca mais se viram após as comemorações de Brindol. Jill recebeu como recompensa as ruínas do Forte que reconstruiu com seus próprios recursos. Quando seguia de Brindol a sua recém-adquirida propriedade, a maga encontrou entre seus pertences mágicos o um objeto do tamanho de um ovo de avestruz.
Poucas semanas depois, o ovo se chocou, e Jill, reconhecendo a criatura – um dragão prateado – como um ser de grande poder, criou-o e ajudou-o a desenvolver sua habilidades mágicas. Hoje, com pouco mesmo de dois anos, a criatura já sabe falar tantos idiomas quanto sua mestra, lança pequenos truques de mágica e é capaz de se transformar em um garoto com idade entre seis e dez anos quando está na presença de outras pessoas. Realmente fenomenal.
A tempestade lá fora vai ficando mais forte. Num momento, a escuridão do lado de fora se torna intensa e um relâmpago corta o céu. Uma silhueta sombria com enormes asas se posta na janela da torre de Jill. Mirrorscales, amedrontado salta para trás da escrivaninha. A maga se levanta rapidamente olhando para a figura sombria somente para ver faíscas indicando que a magia de proteção, capaz de manter até mesmo os vidros resistentes como placas de ferro, fora quebrada. A janela se abre bruscamente com uma forte lufada de vento que faz os pergaminhos voarem e derrubando frascos de experimentos mágicos.
– Jill Castle... É um prazer conhecê-la pessoalmente – diz a figura com uma voz reptiliana. As luzes das velas mágicas, que não se apagam com o vento, mostram que a figura tem uma forma humanoide. Suas mãos e pés descalços apresentam textura escamosa avermelhada e garras compridas. As roupas não passam de trapos e do rosto com o queixo pontiagudo carrega dois olhos totalmente negros.
– Para você é marquesa!  –  grita Jill.
Com um gesto rápido e uma palavra ininteligível, a maga pega um objeto estranho que magicamente se desintegra e aponta o dedo indicador na direção da criatura. O rosto reto e escamoso se contorce de horror como se uma mão forte estivesse espremendo sua mente. A criatura luta contra a dor mental debatendo a cabeça, que não possuía um único fio de cabelo e com duas pequena protuberâncias que parecem pequenos chifres crescendo. Depois de alguns segundos, ela abaixa a cabeça e faz um ruído como se fosse um suspiro rápido.
 Tanto poder! Sim ele estava certo. Mas não irá conseguir dominar minha mente com um truque tão simples.
A criatura dá um passo a frente, entrando no aposento. Jill dá um passo para trás, olha para o lado e vê o pobre Mirrorscales gemendo como se estivesse sentido dor. A maga sabe que o bebê dragão reage deste modo à presenças malignas – dragões prateados são seres de imensa bondade. Ela se volta para seu visitante inesperado.
 Quem... o que é você?!
 Sou um servo de Wanderlock, o Lorde Supremo dos Dragões. Ele gostaria de vir aqui pessoalmente, mas como a senhorita deve imaginar, ele está... incapacitado... por isso me mandou.
Jill olhou mais uma vez para o Mirrorscales. Vasculhou mentalmente por algum feitiço que fosse efetivo. A criatura parecia poderosa, e qualquer ação impensada deixaria o pequeno dragão prateado indefeso.
– Não tenho assuntos a tratar com seu senhor! Saia! - foi o que disse.
– Claro que não. Mas suas realizações e a de seus amigos, há anos atrás afetou de certa forma meu mestre – abaixou suas enormes asas como em sinal de pacificidade.
– Imagino que Wanderlock tenha ficado irritado com o fato de termos matado o avatar de Tiamati, deusa dos dragões cromáticos – disse a maga em tom de superioridade.
– Não – respondeu longamente a criatura e após um breve sorriso continuou – meu lorde tem apenas à agradecer o fato de terem enfraquecido uma deusa decadente que precisa de goblins e robgoblins para exercer seu poder. Agora o poderoso Wanderlock pode ascender ao lugar de Tiamati e se tornar um deus!
– E o que ele quer de mim?
– Sua mão! Seu poder e sua beleza magnífica encantaram meu mestre. Sou seu mensageiro e trago à senhorita sua proposta de casamento.
O servo abriu suas mãos escamosas com dedos longos e mostrou uma pequena caixa preta. Com a outra mão, abriu a caixa que continha uma aliança dourada. “É mágico” pensou Jill após detectar as essências mágicas que fluíam do anel. O mensageiro colocou a caixa com a aliança num mesa ao lado e disse por fim:
– Pense por quanto tempo quiser, minha cara. Nós dragões temos todo o tempo e paciência do mundo. Serás deusa ao lado de meu senhor e rainha dos dragões. Quando estiver pronta, siga para o norte.
A criatura deu um passo atrás e despencou pela janela. Logo em seguida sua sombra contrastou novamente com um relâmpago em meio a tempestade.
Nos dias que se seguiram, Jill estudou o anel. Suas propriedades mágicas eram magníficas, possuía grande poder, mas sabia que quando o usava, era como se o Rei Dragão entrasse em sua mente. Por que lhe dera um anel assim? Talvez ele soubesse que encontraria dificuldades em sua jornada para dentro do Círculo Draconiano, onde os dragões foram há eras aprisionados pelos Deuses. Talvez o próprio Wanderlock colocasse em seu caminho desafios, como uma forma de provação de sua pretendente.
A maga se lembra de uma tarefa, uma promessa, uma dívida consumada há muito tempo atrás. Talvez tenha se esquecido dela, talvez a tenha abandonado. Sete noites após os acontecimentos relatados, a maga, observava de sua torre uma comitiva de cavaleiros marchando pela Estrada da Alvorada em direção ao seu forte. Ostentavam o brasão de Brindol. Dante...
– Quem são eles, mestra? - perguntou Mirrorscales ao seu lado, em sua forma de garoto, quando estava assim era chamado de Timoty.
– Eles são minha primeira provação. - respondeu Jill após um longo suspiro.

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segunda-feira, 23 de novembro de 2009

A Comédia dos Três

Ato 1 – O Esplendor de Esplendória


Cena 1 – Um Encontro Inesperado


Cenário: Capital do Reino de Esplendória, a maior cidade do Reino é sede de uma importante competição que ocorre no dia em questão, a cidade está bem mais movimentada que o normal, pessoas vinda de todos os lugares do Reino se juntam para anunciar seus produtos utilizando-se da melhor estratégia de marketing criada até hoje: gritar a plenos pulmões e oferecer pechinchas falsas à viajantes desinformados.


Iluminação: Luz do dia.


Contracena: Lyin


Figurantes: Cerca de 50.000


Entro eu correndo pelo palco abrindo caminho na multidão, volto-me para trás e grito.


Raihma: Parem de me jogar panelas e cebolas! Todos sabem que só se torna uma grande cantora de Ópera com muito treino e dedicação. Não vejo qual o problema de realizar meus exercícios de voz das 3 às 6 horas da manhã. (Viro-me para a platéia). Mas não ligo, pois um dia jogar-me-ão flores e moedas de ouro. Uma estréia em Esplendória, a capital do Reino, seria um belo pontapé inicial! Não no traseiro, como estou acostumada – já adaptei minha armadura para minimizar o impacto – mas em direção ao estrelato! Huh!? O que é aquilo?


Reparo em uma criatura muito pequena no meio dos vários pés que caminham despreocupados e por pouco não pisam nela. Bom... Não sou lá muito bem o tipo de pessoa com moral para julgar tamanho, afinal há um motivo pelo qual nós Anões, somos chamados de Anões. Mas deve haver também um outro motivo muito forte pelo qual outras criaturas são chamadas de “metade de alguma coisa”. A primeira vista, pensei que se tratava de uma criança esfarrapada, abandonada na rua, uma menininha de cerca de 10 anos de idade, mas quando me aproximei, vi que parecia ser mesmo uma mulherzinha com não mais de 90 centímetros de altura, sentada no chão, desenhando coisas sem sentido com um graveto na terra.


Raihma: Olá, minha filha, tudo bem com você?


Lyin: Oi! (sorrindo)


Raihma: Qual o seu nome?

Lyin: Lyin.


Raihma: E o que você está fazendo aí, menina?


Lyin: Não sei...


Raihma: Não sabe? E de onde você veio?


Lyin: Não lembro...


Raihma: Coitada! Está com amnésia... Eu também fico assim quando bebo vodka anã. Mas me diz, por acaso você não teria algum dote artístico?

Lyin: Não sei...


Raihma: É que estou escrevendo uma Ópera, sabe? E estou já estou formando um elenco que possa interpretá-la.


Lyin: Ah.


Raihma: Você por acaso não sabe cantar, dançar, tocar algum instrumento, plantar bananeira ou fazer contorcionismo? Você é pequena e ágil, umas aulas de dança não lhe cairiam mal...


Lyin: Não sei... Se sei alguma coisa...


Raihma: Bom, podemos testar isso agora! Os verdadeiros talentos artísticos não são afetados por amnésia. Vamos, levante-se!


Lyin se levanta e espera que eu lhe diga alguma coisa, Eu então faço alguns testes com minha voz, respiro fundo, faço movimentos com a boca e começo a cantar bela melodia escrita pelo Bardo Cavarotti e sua viagem às frias montanhas onde hipopótamos amarelos dançavam valsa com javalis de bengala enquanto discutiam assuntos da metafísica dos botões da camisa.


Lyin se mostra tímida no começo, mas a medida que chego no refrão (momento em que os javalis giram em torno das suas bengalas) a Halfling se mostra uma perfeita acrobata no momento em que após de tropeçar em caixote se agarra na barba de um velho que está observando, gira e salta, trançando a barba do velho e cai nos braços de um forte cavaleiro que também tinha parado para olhar.


As pessoas que se reunem à volta aplaudem e se divertem com a perfomance até o momento em que uma sombra gigante cobre toda praça. Todos olham para cima estupefados, fico em silêncio e observo com a mesma admiração até que sombra se vai e multidão se desperse, deixando alguma moedas em meu capacete.


Raihma: Sabe o é aquilo, garota?


Lyin: Um barco que voa?


Raihma: É a nossa porta de entrada para o sucesso! E nos levará ao palco do grandes artístas!


Lyin: Ainda me parece um barco que voa. E ele está indo para o Coliseu - não sabia que gladiadores e feras selvagens eram grandes artístas.


Raihma: Venha, pequenina! Chegou nossa hora de brilhar!


Agarro o braço de Lyin e a puxo para fora da Cena. Baixam as Cortinas


Fim da Cena 1. - Começa a Orquestra


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segunda-feira, 5 de outubro de 2009

A Primeira Caçada

Capítulo 3 - A Biblioteca

Saímos do prédio e fomos em direção ao carro de Martin, por sinal, muito corajoso por parte dele parar um carro caro e novo em um bairro como esse. De qualquer forma, Martin, ou qualquer um dos outros que tinha acabado de conhecer pareciam não ter essas preocupações “mundanas”.

Martin destravou as portas do carro e enquanto entravamos, se abaixou e colocou a xícara de café no chão, eu não vi o que era, mas percebi que ele sorriu e acariciou alguma coisa próxima do chão, talvez, um cachorro?

Acho que não.

- Bom, Blissid, como você é nova vou explicar o que vamos fazer – começou Keane, que estava no banco de trás comigo, Martin ia dirigindo e Ruben ia ao banco de passageiro.

- Me chame de Sofia.

- Tudo bem, como quiser Sofia – continuou Keane – a primeira coisa que precisamos é conseguir informações, como você viu no computador.

- Certo, iremos ao museu então? – indaguei.

- Não! Não! Os policiais, sem ofensas, já fizeram tudo por lá. Vamos à biblioteca – nesse momento, Keane abaixou os olhos e perguntou sussurrando – vamos consultar o Necronomincon.

- O que é isso? – perguntei confusa, pensando já ter ouvido esse nome em algum conto ou filme de horror.

- É uma espécie de “Bíblia” do ocultismo, sobre quase tudo que se esconde atrás das sombras há algumas linhas escritas nesse livro. Antes ele era comum entre grupos como o nosso, afinal, é indispensável para o nosso trabalho, mas ultimamente, parece que todos eles têm desaparecido, daí então, a Noite garante acesso a uma pessoa de cada grupo a uma sessão especial da Biblioteca Municipal, onde não só o Necronomicon mas outros livros interessantes podem ser encontrados. No caso do nosso grupo, sou eu a pessoa quem tem acesso a essa sessão. Posso te dizer uma coisa? Lá não é um lugar agradável de se estar, e coincidentemente, ou não, nunca encontrei ninguém por lá, por mais tempo que eu passasse lá, ninguém de outro grupo de caçadores nunca apareceu por lá, bizarro, isso, não?

Eu não sabia o que pensar, aquilo parecia loucura demais para mim, mas tudo parecia tão real... Foi então que algo subitamente veio à minha cabeça:

- O nome do objeto era: “O Ídolo de Moisés”, não era? – Keane me encarou e mexeu a cabeça positivamente –

Mas como pode haver um ídolo de Moisés se ele detestava esse tipo de coisa?

Um silêncio pairou no carro, Keane, Ruben e Martin (pude ver pelo retrovisor) me encararam surpresos.

- O que foi? Nunca leram a Bíblia?

- Só tem bobagem naquele livro, não perco meu tempo com essas coisas – respondeu Martin arrogantemente.

- Não tem nenhuma no lugar de onde vim... – comentou Ruben.

- É... bem... no meu caso, digamos que eu... matei algumas aulas de catequese... – respondeu Keane meio sem jeito - Mas conte-nos mais, Sofia.

- Bom... eu também não sei muito, só o que aprendi na catequese e em alguns filme que assisti, por sinal, há um clássico sobre a história de Moisés. O que eu sei é que quando Moisés subiu no Monte Sinai para receber as tábuas da lei, os hebreus, que ficaram semanas esperando ao pé do Monte, temeram que Deus e Moisés os tivessem abandonado, por isso voltaram a adorar os ídolos Egípcios, juntaram todo o ouro que tinham, forjaram um grande ídolo – no formato de um carneiro – e começaram a adora-lo. Quando Moisés voltou e viu aquilo, ficou tão furioso que quebrou as Tábuas da Lei – com os mandamentos – dizendo que os homens não mereciam todo o trabalho que teve para se renderem tão facilmente aos ídolos mundanos.

Quando terminei de falar, Martin freou o carro em frente a um farol vermelho.

- Viu Ruben? A novata até que é esperta – comentou Martin.

- Você devia se envergonhar, Martin. Você é que devia nos ter contado isso.

- Digamos que eu estava muito ocupado na época, meu caro.

- Bom, - interrompeu Keane – isso explica algumas coisas... Na verdade, coloca alguns pontos de interrogação na história que não sabíamos que existia.

- De qualquer forma, o Ídolo da história de Moisés era bem grande, pelo menos no filme mostravam assim, não com apenas dez centímetros de diâmetro.

- É... mas como estava nas nossas informações iniciais, “O Ídolo de Moisés” é apenas um nome popular, popular não, dado por historiadores, e esse caras adoram inventar coisas que não fazem sentido.

- Droga de sinal! Não vai abrir? – interrompeu Martin com um grito – não temos a noite a noite inteira aqui! Abra logo!

Nesse momento, percebi que éramos os únicos na rua. Não havia nenhum outro carro ou pessoa nas redondezas. Martin deu uma buzinada forte e então o carro morreu.

- Droga! Mais essa! – disse ele nervoso tentando religar o carro, mas sem efeito.

- Tem alguma coisa estranha aqui... – comentei como se não estivessem me ouvindo.

- Você tem razão, garota, olhe aquilo – respondeu-me Ruben.

Havia alguma coisa caminhando sobre poste do farol, era difícil dizer a forma exata, era pequeno, totalmente obscuro, parecia ter umas seis patas finas que grudavam em volta do poste fazendo-o permanecer firme, em sua cabeça redonda, sem traços de boca, nariz ou algo parecido, apenas dois olhos vermelhos brilhavam como o farol ao lado.

- Não pode ser! Droga! Droga! Droga! – gritou Martin tentando abrir a porta do carro.

Tentamos todos abrir as portas, mas estávamos trancados por dentro, quando me virei percebi que criaturas parecidas se espalhavam pelo chão cercando nosso carro.

- Vou tentar fazer alguma coisa – comentou Ruben.

Nesse momento, confesso que não tinha visto coisa mais estranha, mas era apenas o começo do que eu ainda estaria para ver, ouvir e conhecer. Ruben encostou a cabeça no banco fechou os olhos e então seu corpo começou a derreter em até se tornar uma massa negra e adquirir uma forma líquida gosmenta. O amontoado de piche - como parecia - escorregou por entre as frestas do carro e desapareceu de minha vista.

Keane que parecia ignorar ou estar acostumado com o fato, falou assustado:

- São larvas! Criaturas demoníacas que possuem o corpo de organismos vivos para se desenvolverem, estas devem ter possuído animais, mas provavelmente você não vai conseguir identificar que tipo de anim....

Keane foi interrompido por um forte baque na janela do seu lado, uma larva, havia grudado no vidro, uma de suas patas fez uma pressão incrível contra o vidro, espatifando-o e acertando o ombro de Keane, que respondeu com um grito.

Minha reação foi instantânea, puxei meu revólver e descarreguei-o contra a criatura que, por sua vez, sentiu o impacto de cada bala, mas não parecia enfraquecida.

- Esse tipo de munição não funciona! – gritou Keane, com o ombro sangrando e o braço arranhado por cacos de vidro enquanto lutava contra a criatura

- Ora! Keane, você esqueceu de dar uma arma à novata? – gritou Martin nervoso – será eu tenho que fazer tudo? Pegue a minha, garota!

Ele me entregou uma arma, que eu nem tive tempo de olhar como era, só peguei, apontei e atirei contra a larva novamente, mas dessa vez, quando a munição tocou seu corpo ela se contorceu parecendo exprimir dor, mas ainda estava viva. Antes que eu atirasse novamente, Ruben, em sua forma humana, por assim dizer, agarrou-a do lado de fora do carro, jogou-a no chão e pisou em sua cabeça, fazendo-a estourar em uma mistura de piche com sangue. Logo em seguida, diversas criaturas começaram a se amontoar sobre ele.

Martin finalmente conseguiu ligar novamente o carro, se virou para mim e perguntou:

- Ei, Novata! Sabe dirigir?

- Claro que sim!

- Ótimo, então leve o Keane direto para a Biblioteca, lá vocês estarão protegidos.

Nesse momento, ocorreu outra coisa fenomenal, que machucou meus olhos e minha sanidade desacostumados. Martin levantou sua mão direita concentrado, pronunciou algumas palavras em um idioma que nunca imaginei existir e em seguida encostou a mão na porta ao seu lado. No instante seguinte, alguma espécie de energia, que com certeza não foi sua força, fez com que a porta se despregasse do carro voasse na direção de algumas larvas esmagando-as.

- Morram suas crias de Lúcifer! – gritou Martin descendo do carro e disparando contra diversas larvas que se contorciam até ficarem inertes.

Aproveitei a cobertura para pular para o banco da frente e acelerar o máximo que pude. Na polícia já havia passado por situações difíceis e perigosas, mas essa foi a situação mais anormal e pavorosa pela qual estava passando.

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domingo, 27 de setembro de 2009

Sob as Sombras - A Primeira Caçada

Capítulo 2 - O apartamento


Entrei com um pouco de hesitação, de alguma forma, aquele apartamento parecia ser o menos pior daquele prédio, a mobília da sala se resumia a dois sofás velhos e rasgados, uma mesa de centro e uma pequena escrivaninha com um daqueles computadores que se percebe que são mais velhos que você. Na janela estava um terceiro homem fumando, usando com a camisa amarrotada e a gravata afrouxada, parecia ter acabado de terminar seu expediente.

O homem chamado Ruben, fechou a porta atrás de mim, o rapaz do sofá veio ao meu encontro, me cumprimentou meio timidamente e se apresentou como Keane e apresentou o fumante da janela como Martin.

- Rapaz, acho que está me confundindo, não sou nenhuma novata, trabalho na polícia há mais de cinco anos e meio e vim aqui por uma emergência.

- Há! Eles sempre fazem parecer uma emergência, não é Ruben? - comentou o homem da janela

- É... e quando nos damos conta, vemos que nunca é grande coisa...

Keane voltou a falar:

- Por favor, pessoal, não deixem a detetive assustada. Não se preocupe, minha cara, mas nem sempre entendemos porque recebemos o Chamado.

- Chamado? Como assim?

- O Chamado da Noite, você foi convidada a se tornar uma de nós e ao ter vindo até aqui, você aceitou o convite.

- Como assim uma de vocês?

Antes que Keane começasse a me explicar, o homem da janela, Martin suspirou arrongantemente e comentou:

- Será que tem café?

- Nunca tem café - respondeu-lhe Ruben.

- Hum... Talvez então seja por isso que a novata entrou para o grupo! Ei, detetive, sabe fazer café?

Confesso que senti uma raiva extrema naquele momento, um desses executivos podres que são acostumados a mandar nas pessoas me desrespeitando daquela forma e, ainda por cima, desrespeitando minha profissão, podia dar-lhe voz de prisão imediatamente... Mas parecia que algo me intrigava naquele lugar, aquele apartamento, no meio do nada, com aquelas pessoas estranhas, falando de maneira estranha e sobre coisas estranhas... felizmente (ou não) minha curiosidade sempre foi maior que meu orgulho.

Respondi ao imbecil com um olhar de indifereça e segui para a cozinha.

- Ah! E sem açúcar, acrescentou ele.

Naquela cozinha nojenta e fedida, coloquei a água para ferver na primeira panela suja que encontrei, virei-me, encostei-me na entrada da cozinha e disse:

- Então... conte-me sobre esse Chamado?

- Bom - disse Keane se ajeitando no sofá - você é uma detetive, imagino que ja tenha pego muitos bandidos, estou certo? Pois então, imagine que todos esses caras maus que você colocou atrás das grades não são ninguém, não fizeram nada de mais. Por quê? Porque existem coisas piores do que eles nesse mundo, coisas que são tão ruins e que podem causar um mal tão grande que são proibidas de existir neste mundo, por isso, os usam para cometer essas atrocidades.

Keane fez uma expressão como se tivesse acabado de dizer alguma coisa genial, os outros dois esconderam o riso da minha cara de dúvida e perplexidade. Que diabos Keane estava falando? Será que ele andou assistindo filmes de terror demais?

- Então - continuou Keane meio desconcertado - nós os caçamos e evitamos que coisas ruins acontençam.

- Coisas ruins acontecem o tempo todo, meu trabalho é tentar amenizar algumas delas.

- Não, não! Mas eu estou dizendo, coisas ruins DE VERDADE.

Não sabia mais o que dizer, estava começando a temer que tudo aquilo fosse uma espécie de armadilha. Voltei-me para o fogão e passei o café, Martin entrou rapidamente na cozinha e se serviu sem realizar o menor gesto de agradecimento, quando me virei de volta para a sala havia alguma coisa diferente: o computador estava ligado.

- Grupo Argos, completo. Agora com uma nova integrante, Sofia Lindenroc, durante a missão deverão se referir a ela como Blissid. - disse uma voz aguda e eletrônica vinda do computador.

Logo em seguida, o computador que parecia bem antigo mostrou-se capaz de uma alta definição de vídeo quando começou a preencher o visor com uma série de informções, fotos comuns e de satélites e animações, logo, os dados estavam dispostos da seguinte maneira:


Grupo Argos - Missão 207
Crime: Artigo raro da Era Egípcia roubado do Museu Central.
Descrição do Objeto (com fotos)
Nome: "O Ídolo de Moisés"
Peso: 3,7 kg
Dimensões: aproximadamente 10 cm de diâmetro
Composição: Objeto de ouro oco no formato de um carneiro gordo com o número "4" em hebraico cravado em baixo relevo
História: encontrado em 1946 num sítio arqueológico ao norte do Nilo, acredita-se ser um réplica em miniatura de ídolos egípcios, mas ganhou popularmente o nome de Ídolo de Moisés por ter sido econtrado próximo às ruínas do templo onde Moisés teria sido criado, no Egito.
Suspeito: George Vizentini, 21, judeu, estudante de história e fascinado pela Cabala. Sua família já viajou a diversas cidades do Oriente Médio, comprando todo tipo de artefatos hebraicos e egípcios da época da escravidão hebraica no Egito. Apesar de ser Judeu, já foi visto ocasionalmente frequentando rituais ocultistas.
Recompensa: US$ 80,000 por devolverem a peça intacta ao museu, descobrirem sua utilidade e o porque do interesse de Vizentini pela peça.

Aceitar Missão? Tempo para confirmação: 1:00:00

- Só US$ 80.000? - disse Martin - da outra vez eles ofereceram US$ 100.000 e ainda foi pra dividir por três! - logo em seguida apertou um dos botões do computador.

Ruben e Keane repetiram o mesmo processo, depois se voltaram para mim e ficaram esperando.

- Sofia, sei que você está se mordendo de curiosidade para entender tudo isso, venha conosco, só desta vez. - disse-me Keane

Minha vontade de saber do que se tratava tudo aquilo era gigantesca, minha intuição - ou pelo menos aquilo que eu digo ser minha intuição desde criança e que sempre me conduziu pelo caminho - dizia que isso mudaria para sempre minha vida e que isso me traria oportunidades maravilhosas, não pelo dinheiro, mas algo que eu não sabia dizer o que era, só saberia se eu apertasse aquela tecla.

- Bem Vinda ao grupo Blissid. Missão Aceita. Caso falhem ou não atualizem a missão dentro de 24 horas, ela será oferecida a outro grupo. - e desligou.

- Ela podia pelo menos dizer Boa Sorte na sua primeira missão, não é? - comentou Ruben, tentando parecer sarcástico como seu amigo Martin, mas percebeu que não obteve sucesso.

- Bom, então vamos, sigam-me! - gritou Martin como se fosse uma espécie de líder arrogante.

Martin saiu do apartamento com a xícara de café ainda na mão, não comentei nada, porque não queria receber uma de suas respostas estúpidas, apenas segui os outros pela saída. Quando saímos pelo corredor, Keane, que foi o último, apenas fechou a porta sem trancá-la.

- Vocês não vão trancar? Esse não é um lugar muito bom para se deixar uma porta aberta.

- Ora não tem problema - respondeu o jovem Keane - não há nada de importante que não possa ser roubado lá dentro

- Tem aquela caixa que vocês chamam de computador - comentou o inocente(?) Ruben.

- Ora - falou Martin se virando com a xícara ainda na mão - estariam nos fazendo um favor se nos roubassem aquilo!

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sexta-feira, 25 de setembro de 2009

CENÁRIO: Sob as Sombras

Eita! Parece que agora o blog vai voltar do Abism... digo, do cemitér... digo... ah... vocês entederam!(rapaz! A gente caiu pra caramba no rank da rpg.blogs !!!!)


E eu, como um administrador desleixado, estive longe por muito tempo. Perdido nas longínquas terras alienígenas de Varginha. Mas, chega de enrolação, vamos voltar à ativa. E, como o Thiagão começou mandando bem com Sob as Sombras, eu vou aproveitar para detalhar mais esse cenário.


Primeiramente, é bom deixar claro: como eu não criei o cenário todo sozinho, cada um dos jogadores tem uma visão particular dele. O que farei será mostrar a visão que tenho, aproveitando para descrever vários elementos presentes neste cenário tão amplo.
A parte mais complicada do cenário é passar o clima certo, pois, apesar de ter a mesma temática de Word of Darkness (criaturas sobrenaturais de todo tipo se escondendo entre humanos comuns), este NÃO é um jogo de horror pessoal. Suspense? Um pouco. Ação? Com certeza! Gótico? Não.



Beco Escuro: um bom lugar para começar uma caçada!






Neste jogo, os personagens jogam com um tipo especial de caçadores de recompensas. Todos recebem contratos (uma hora tenho que postar o modelo de um...) de uma entidade misteriosa auto-intitulada "Dama da Noite" - ou somente "Noite" para os íntimos. Nestes contratos há uma proposta de serviço, que vai desde o extermínio de uma criatura até a investigação de um desparecimento misterioso...


Como eles se tornam "Cães da Noite"? Os meios são vários, a Noite é conhecida por atrair candidatos de todo tipo, de maneiras muito variadas. Ninguém sabe quais são os critérios adotados por ela, mas sabe-se que a grande maioria dos Cães tem alguma ligação forte com criaturas sobrenaturais, ou são criaturas sobrenaturais mesmo!

Onde estamos?
A cidade onde ocorrerão as missões nos meus jogos será Los Angeles (nome sugestivo, não?). De fato, é uma cidade privilegiada para isso: grande, com uma diversidade cultural impressionante e tem Hollywood! (não que isso faça muuuita diferença, claro...)

Onde estamos mesmo?
Explicando a cosmologia bem rapidamente, existem dois mundos: o Mundo Material (o nosso) e o Mundo Espiritual (onde ficam boa parte das "outras coisas"). Criaturas como Humanos, Feiticeiros, Feéricos e Lobisomens são originários do Mundo Material. Criaturas como Celestiais e Abissais são originários do Mundo Espiritual. E criaturas como Vampiros, Fantasmas e Zumbis ficam no limiar entre os dois Mundos.

O que os Cães da Noite fazem?
Como já foi dito, eles são caçadores de recompensa. A Noite contrata esses mercenários para garantir um "equilíbrio" entre o Mundo Espiritual e o Mundo Material. Esse equilíbrio é medido de várias formas: relação de criaturas Celestiais e Abissais com influência na sociedade, número de Mortos-Vivos (que se alimentam de humanos...), número de criaturas essencialmente mágicas, etc..
Por exemplo: não pode haver um número de criaturas sobrenaturais maior que 0,2% da população, no caso de Los Angeles, com seus quase 3.700.000 habitantes seria algo em torno de 7.500 criaturas. Parece pouco? Isso porque não consideramos os Vermes (criaturas inferiores), que chegam a 37.000! De qualquer forma, os critérios também não são totalmente conhecidos pelos Cães da Noite.

E a recompensa?
A principal moeda usada pela noite é o Dólar mesmo. Porém, ela pode oferecer algumas coisinhas variadas, às vezes. Como Artefatos Mágicos, favores especiais, até mesmo a possibilidade de ressuscitar um colega morto!

Por enquanto chega. O pontapé inicial foi dado. Nos próximos posts: as criaturas das sombras, localizações interessantes, contratos e adaptação para algum sistema!!!




GG - Administrador Escravo (de novo) Vendo "Massas Orgânicas Indescritivelmente Angulosas de Uma Coloração Alheia a Este Mundo" se movendo ànnoite pelas ruas sombrias de Varginha City!

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quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Sob as Sombras - A Primeira Caçada

Capítulo 1 - A Novata

Meu celular usado somente em casos de emergência, recebeu uma mensagem que me indicava um endereço, dizia apenas: "Detetive Sofia Lindenroc, esteja em ... nº XX, apto XX" (Logo mais o leitor entenderá que não me convém especificar o endereço correto). Eram por volta das sete e vinte de uma noite quinta feira, o único horário livre nas semanas em que eu podia me encontrar com Evan, meu namorado.

- Maldito Silva, me mandando seu trabalho de novo - pensei. Mas não havia remetente, parece que de alguma forma a mensagem foi escrita em meu celular sem que ninguém tocasse suas teclas ou tivesse sido enviada por alguém.

De qualquer forma, era uma emergência, liguei para Evan totalmente desconsertada. Ele, naturalmente, recebeu a notícia com frustração, parece que havia preparado algo para mim e estava só me esperando. Depois de um longo suspiro, ele comentou:

- É por isso que nunca conversamos sobre casamento, So - e desligou. Fiquei olhando a cidade cheia pontos luminosos enfileirados pela janela do meu apartamento ainda com o telefone no ouvido. Após alguns momentos parada assim, respirei fundo, peguei meu distintivo e minha arma e saí.

Como não era meu dia de serviço, estava sem carro, por isso tive de pegar um táxi. O taxista hesitou com desconfiança quando disse o endereço, era num bairro de baixa renda da cidade, não havia a presença de muitos maus elementos por lá, mas ficava entre uma favela e uma região comummente frequentada por pessoas estranhas. O calvo e barbudo homem do carro inventou todo tipo de desculpas para não me levar, mas acabou cedendo quando mostrei meu distintivo e disse estar em serviço.

Chegando no local, era uma construção horrível, devia ter uns sessenta anos, sem nunca ter passado por uma reforma. Tinha nove andares e estava caindo aos pedaços, várias das janelas estavam fechadas com tábuas de madeira e outras com o vidro quebrado, um mendigo dormia na porta do prédio enquanto um vira lata cheira cheirava seus trapos. Conferi novamente o endereço para ver se estava certo, levei minha mão ao coldre do revolver para garantir que estava lá, é provável que eu precisasse utilizá-lo.



Entrei e segui direto para as escadas, mas não pude deixar de reparar numa velha da entrada que segurava tremendo um regador molhando algumas plantas já mortas enquanto me olhava com o canto do olho e mantia o rosto sem expressão. Enquanto passava pelos andares, percebi que o ambiente era dos piores: num quanto, um homem tossia freneticamente sem parar, noutro um constante choro de criança era pano de fundo para uma gritaria entre uma mulher e seu marido, isso, junto com outros ruídos como um narrador de futebol na televisão, gemidos de mulheres e pratos batendo pareciam compor uma bizarra e desprezível sinfonia.

Por outro lado, o apartamento que me foi indicado estava em absoluto silêncio, havia na porta a marca de uma grande mão negra que parecia ter exalar um cheiro de queimado, que me pareceu um pouco enxofre, mas não tive certeza. Toquei a campainha. Estava quebrada. Bati porta com uma mão e senti a outra tocando no meu coldre. Alguns segundos se passaram até que a porta abriu bruscamente. A porta foi aberta por um homem moreno com o físico entre forte e gordo e usava largas roupas velhas, tinha as bochechas caídas que davam a ele uma expressão de constante incontentamento. Mostrei a ele meu distintivo e disse:

- Detetive Lindenroc, fui enviada para investigar esse local.

- Investigar o que? - perguntou-me o homem com a voz rouca.

É verdade... o que foi mesmo que eu havia vindo investigar? A notícia me pegou tão de surpresa que acabei me esquecendo do principal. Mas antes que eu pudesse pensar em alguma coisa uma voz masculina ao fundo gritou:

- Quem é, Ruben?

O grande homem se moveu lentamente se posicionou ao lado da porta permitindo que um rapaz de cerca de vinte e poucos anos, sentado no sofá pudesse me ver, ele se levantou sorriu e disse.

- Ah! É a novata, por favor, entre!

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O Mundo de Sob as Sombras

"Sob as Sombras" é um cenário de RPG criado por GG (administrador do Blog), mas por falta de "Tempo" e "Disposição" do dignissímo, ajudamos ele na criação de alguns elementos para o cenário, personagens e crônicas.

O mundo de "Sob as Sombras" é uma variação do famoso "World of Darkness", toda ação e todos os eventos acontecem durante a noite ou no submundo, encontramos nele todos os tipos de criaturas sobrenaturais e/ou habitantes das trevas, tais como: Vampiros, Lobsomens, Mortos Vivos, Demônios, Fadas, Anjos Caídos, Feiticeiros, "Massas Orgânicas Indescritivelmente Angulosas de uma coloração alheia a este mundo"*, entre outros.



As Aventuras ou Crônicas, como preferirem, são, em geral, missões recebidas por um grupo, pejorativamente chamado de Cães da Noite, que agem, na maioria das vezes como caçadores de alguma criatura que esteja provacando ou prestes a provocar a perda de equilibrío entre o Bem e o Mal existentes no mundo. Na prática é parecido com a série Sobrenatural com uma leve pincelada do Animê Gantz.

Bom, essa é a idéia geral para se entender uma história no mundo de Sob as Sombras, espero que gostem da minha crônica.

Um abraço a todos,

Thiagaum

Referências:

*Lovecraft, H. P. - Sonhos na Casa da Bruxa - Série Mitos de Cthulhu

World of Darkness - Mundo das Trevas - http://www.white-wolf.com/worldofdarkness/index.php?line=intro

Supernatural – Sobrenatural - http://www.cwtv.com/shows/supernatural

Gantz - http://pt.wikipedia.org/wiki/Gantz

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segunda-feira, 6 de abril de 2009

LINHA DE TEMPO DE YMIRIAN - Parte II

Agora sim! A parte final da extensa história do cenário!
Como poderão perceber, este é um post mais voltado para os autores, que o utilizarão como base para a utilização de datas.

SEGUNDA ERA DAS ÁRVORES E ESTRELAS (4500-5530)
0:
Ocorre a Grande Peregrinação dos elfos para Nereli
Morre o imperador Alleni-Caritmol II, seu filho Jiareth-Caritmol o substitui
100:
O império élfico cresce sob o comando no novo imperador.
221:
*Companhia Escarlate: grupo de heróis elfos que teria derrotado um Rei-Dragão
300:
Império: centro do Continente Norte até Florestas de Ymir. Norte até o Rio Anum
Morre o imperador Jiareth-Caritmol, sua sobrinha Eldear-Caritmol o substitui
500:
A deusa élfica Tenneanna Nerele teria aparecido à Imperatriz
Conselho de Nereli: os líderes definem um panteão élfico único
700:
Os humanos teriam começado uma revolta em Cirília, vários escravos morrem
Morre a imperatriz Eldear-Caritmol, seu filho Jilian-Caritmol a subsitui.
Jilian-Caritmol é assassinado por um escravo, terminando a Dinastia Caritmol
O antigo Conselho Ancião Élfico é reestruturado.
750:
Humanos fugitivos teriam encontrado uma fortaleza de nibelungos ao norte
800:
Auxiliados pelos nibelungos, vários humanos são libertados em batalhas sangrentas
*Lanças da Liberdade: humanos e nibelungos que teriam libertado muitos escravos
850:
Vários humanos fogem para o oeste, fundando pequenas vilas.
Aos poucos, o atual idioma Sankar começa a se formar
1000:
As vilas humanas elegem um líder: Merkane e fundam o reino de Sank
1030:
Em Sank é fundada uma ordem de cavaleiros liderados pela guerreira Gawa

ERA DOS HOMENS (5530-5880)
0:

Gawa se torna rainha de Sank, casando-se com Merkane.
Uma era de ouro começa em Sank
40:
Morre a rainha Gawa, que começa a ser cultuada como uma divindade.
Cavaleiros de Gawa: grupo que definiria para sempre o conceito de Paladinos
50:
O Império élfico perde poder diante das rebeliões humanas e ataques nibelungos
200:
Boa parte da civilização élfica desaparece devido a uma doença, a Praga Vermelha
Gawa se torna uma divindade. Os descendentes de Merkane tornam-se os Mercanta
230:
Os humanos remanescentes, juntamente com nibelungos fundam Hara Sein
300:
Desentendimento entre líderes humanos e nibelungos.
Muitos nibelungos voltam às montanhas e se isolam em suas antigas fortalezas
320:
Inicia-se a Guerra Sank-Hariana.
*Garras de Sank: teriam lutado na guerra, rivais do Protetorado de Hara Sein
*Protetorado de Hara Sein: teriam lutado na guerra, rivais das Garras de Sank
350:
Pacto de Marfim: líderes dos dois reinos humanos assinam um acordo de paz
400:
Aumenta o número de dragões

ERA DO VENTO (5880-7586)
0:
Chegada de exploradores Draumans a Ymirian.
Nasce o dragão Heriátos (0)
200:
Chegada da colônia extraplanar do fogo na região central do Continente Sul
500:
Criado o Reino Olth’ Aris, sob o comando da família real Olth
900:
Imperador-Dragão Heriátos (900) inicia uma rebelião dos dragões contra os deuses
1000:
Dragões são presos pelos deuses no, hoje chamado, Território Draconiano
Heriátos (1000) é preso na forma humana, condenado a vagar pelo mundo
1030:
Criado o Castelo de Arkadiana, onde magos se reuniam no Conselho Arcano.
Heriátos (1030) torna-se um cavaleiro negro, aterrorizando os lugares onde passa.
1100:
Rápida expansão do Reino Olth’ Aris.
1200:
Ápice do Império: todo o Continente Sul, Adaga e Leste do Continente Norte
Magos são perseguidos pelo Império. A maioria foge para Arkadiana
1300:
As tribos da região Leste se juntam, todos seguindo o Culto à Leonna
Reunião entre as tribos e o Imperador: os bárbaros querem um Estado próprio
O Império ataca algumas tribos de Leonna, visando assustá-los.
1400:
As tribos começam a conquistar pequenas cidades do Império
1415:
As tribos bárbaras conquistam todo o lado leste do Continente Sul.
1420:
O lendário Lonrard, chefe das tribos de Leonna, morre durante uma batalha.
A deusa elege a Sacerdotisa Frincix, tornando-a a primeira mulher liderando Leonna
1438:
Guerra do Fogo (Império Olth’ Aris luta contra os bárbaros de Leonna)
1485:
Grande Batalha Arkadiana: onde o império tentou atacar de surpresa os magos
Transporte do Castelo de Arkadiana para as Ilhas do Bronze (atual Nova Arkadiana)
1490:
Batalha dos Vassalos de Ferro: que resultou nas atuais Terras Mortas, ao sul
1500:
Assassinato da família real de Mercanta (antigo reino de Sank) a mando do Império
O último da família Mercanta, príncipe Brethanin, declara guerra ao Império
1508:
Heriátos conhece uma jovem clériga, com quem se casa.
Aos poucos, Heriátos torna-se um herói.
1510:
Aliança entre Sank e as Tribos de Leonna.
1515:
*Aliança dos Dragões: heróis que teriam seguido Heriátos (1515) contra o império
1516:
Heriátos (1516) é nomeado general-dragão pela governadora de Leonna
1517:
Batalha de Heriátos: o general-dragão destrói um dos Canhões Bare
Heriátos (1517) luta contra os dois generais de confiança do imperador do fogo
Heriátos (1517) vence, aprisionando-os em cristais. Porém, ele desparece.
1518:
Batalha do Príncipe: em investida surpresa, tropas de Sank atacam a capital Olth.
1519:
Terminada a construção dos três poderosos Canhões Bare. Mas não são usados.
1520:
Queda do Império de Fogo Olth’ Aris. O Imperador Baros foge.
O antigo Imperador é encontrado na Ilha da Lua (onde hoje está a cidade Mercanta).
Morre a governadora de Leonna. Inicia-se a regência da família Cantrid
1522:
Pacto de Mercanta, onde os reinos da época se reuniram e dividiram o Império
São criados os reinos de Gaeron e Phoenne
O território dos orcs fica estabelecido, sendo chamado de Graz’ Orc
Uma parte das tribos de Leonna se separa, criando-se o reino de Theriasca
Aris (mais tarde, Airis) fica com a responsabilidade de policiar as Terras Mortas
Adaga torna-se independente
1523:
Morre Príncipe Brethanin Mercanta. Sank fica sob a regência da família Leadercraft
Na Ilha da Lua é fundada a Cidade Neutra de Mercanta.
1540:
Sank e Hara Sein juntam-se formando a Confederação de Sank-Hara
1550:
Iniciam-se grandes navegações, os reinos procuram locais para colonizar
1560:
Sank-Hara encontra novas terras a oeste, fundando Porto do Bronze
Leonna encontra um arquipélago a oeste, fundando o Arquipélago das Nuvens
1569:
Nasce Kami Nagahara (0)
1580:
Conde Henry de La Vaulx torna-se conde
Theriasca encontra terras a leste, fundando Drunes
Theriasca encontra terras a oeste, fundando Aurengard
1600:
Nasce Ian Fleiman
Theriasca encontra terras a oeste, fundando Vinigard
1607:
O rei de Gaeron presenteia Duque Arqbert Lymeston I com o Condado de Lymeston
1610:
Phoenne encontra terras a leste, fundando a Vila dos Anulbites
1620:
Ian Fleiman é amaldiçoado e preso magicamente
Gaeron encontra terras a leste, fundando Nova Portgran e Ilha da Torre
1625:
Lymeston torna-se um reino independente de Gaeron. Seu nome torna-se Lyme
1625:
Nasce Slam (0)
Tamna reanimada (?)
1630:
Finnon reanimado (?)
*Saga dos Mortos-Vivos: Tamna (?), Finnon (?)
Airis encontra terras a oeste, fundando Adreck
1640:
Nasce Johan (0)
1650:
Nasce Zimbabwe (0)
Ian é acordado pela família Fleiman
Nasce Hooney Greems (0)
1654:
Nasce Pullos (0)
Nasce Nohuc (0)
1656:
Nasce Paladino Dantie (0)
1660:
Nasce Van (0) e Nohuc (0)
1661:
Nasce Paola (0)
1662:
Nasce Leani Baum (0)
1665:
Nascem Tom (0) e Aran (0)
Nasce Yulla (0)
1663:
Nasce Jill (0)
1670:
Nascem Urza (0), Kraven (0) e Leonard Baum (0)
1675:
Nasce Felix Meiaw (0)
1678:
A deusa Leonna (Héollos) escolhe uma nova govenadora: Leani Baum (16)
1680:
Nascem Dante Aliguiere (0) e Glunk (0)
1685:
O Espantalho é ressuscitado e vaga pelas cavernas próximas à vila de Thinderwols
Nasce Raphaelo (0)
1686:
Nasce Adhan (0) e Galder (0)
*Saga contra O Espantalho: Tom (21), Aran (21), Nohuc (32), Slam (60)
Maldição sobre Paladino Dantie (30) e Paola (25)
1688:
Nascem Naru-X (0), Órion (0) e Drew (0)
1689:
Kami Nagahara (120) escreve A ARTE DA MAGIA
1690:
*Aventuras de Urza (20)
Chegada de Paladino Dantie (50) ao Santuário de Gawa
Arquimago escreve REINOS EXTERIORES
1692:
Aparece o Gato da Noite
Taberna do Aran (27)
1694:
*Saga do Pirata Vermelho
Desparecimento do Gato da Noite
1696:
*Aventuras de Van D`Elthar contra o Rei Bárbaro
*Aventuras de Johan em auxílio a Urza
1698:
*Saga das Safiras: Dante (18), Jill (35) e Kraven (28)
Julius Aliguieri escreve DRAGÕES E SUA TERRA MISTERIOSA
1700:
*Início da Saga de Vanderlock: Dante (20), Jill (37) e Kraven (30)
Arturos Bel’Mercanta escreve BESTIÁRIO
1702:
*Volta do Rei Bárbaro
1703:
Primeiro ataque de Theriasca a Graz’orc
1704:
*Contra General do Fogo: NaruX (16), Hooney Greems (54), Yulla Silverius (39), Raphaelo Figgust(19)
*Mão Vermelha: Dante Aliguieri (24), Galder (18), Jill Castle (41), Adhan (18), Pullos (50), Órion (16)
Morrem Órion (16) e Alan (18)
Nasce Mariane (0)
1705:
Príncipe Edmund Leadercraft II escreve O LIVRO DOS POVOS E NAÇÕES
*Contra Vanderlock: Dante (25), Jill Castle (42) e Kraven (35)
1706:
Ano Atual de Jogo



NOTA SOBRE A LONGEVIDADE DAS RAÇAS:

A vida dos homens vem se alongando nos últimos séculos.
Registros dos elfos sobre escravos homens mostram que eles não passavam de 35 anos. Já no
início Era do Vento, com novas descobertas em medicina e, relativamente,
melhor qualidade de vida, os homens chegavam a 50 anos.
Finalmente, em censo efetuado em Phoene, no ano de 1690, verificou-se que muitos homens chegavam a 60 anos.
Atingem a puberdade aos 13 anos.

Sabe-se que os elfos têm
vivido menos desde o declínio de seu império, no início da Era dos Homens.
Segundo livros encontrados em ruínas élficas, na aurora da Primeira Era das
Árvores e Estrelas, muitos elfos atingiam 550 anos. De fato, registros datados
de 1400 dessa era., contam que Bartholen-Nereli, pai do primeiro imperador elfo,
Hostalian-Nereli, teria vivido por 753 anos.
Atualmente, os elfos vivem
cerca de três vezes mais que os homens, atingindo, quando muito, 200 anos.
Chegam à puberdade com 42 anos.

Meio-elfos têm vivido, aproximadamente,
o dobro dos homens, 120 anos. Atingem a puberdade com 25 anos.

Os nibelungos têm apresentado estabilidade em suas idades durante eras.
Apesar de existirem registros de nibelungos que atingiram 100 anos, a morte vem cedo
para a grande maioria, que prefere a violenta morte em um campo de batalha que a
calma morte em bibliotecas... Atingem a puberdade aos 15 anos.

Haos também apresentam uma vida extensa,
chegando a viver por 300 anos.
Euros e Draumans apresentam idade próxima à
idade humana. Porém, os Draumans atingem a puberdade, em média, aos 9 anos

Gnomos, Halflings e Shaerans têm vivido, aproximadamente, o dobro dos homens, 130 anos. Chegando à puberdade com 20 anos ou, no caso dos Shaerans, com 30 anos.

Já o grande grupo de raças conhecido como Felinos (ou Filhos de Minxy), em média, vive por 90 anos e atinge a maturidade aos 20 anos.

Por outro lado, Kobolds e Orcs têm uma vida curta, chegando rápido à puberdade e vivendo, no máximo, 42 anos

Interessante ressaltar, também, que os denominados conjuradores arcanos têm apresentado um ciclo de vida mais longo que seu padrão racial.
Magos de menos poder chegam a viver 50% a mais que sua raça, já os de médio poder vivem o dobro dessa idade e, por fim, os magos mais poderosos chegam a viver quatro vezes mais que seu ciclo racial.
Observa-se que a magia não altera a chegada à maturidade de uma raça, porém, conserva a aparência adulta por mais tempo.





GG – Administrador Escravo
(Fugindo de livros de história...)

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