segunda-feira, 5 de outubro de 2009

A Primeira Caçada

Capítulo 3 - A Biblioteca

Saímos do prédio e fomos em direção ao carro de Martin, por sinal, muito corajoso por parte dele parar um carro caro e novo em um bairro como esse. De qualquer forma, Martin, ou qualquer um dos outros que tinha acabado de conhecer pareciam não ter essas preocupações “mundanas”.

Martin destravou as portas do carro e enquanto entravamos, se abaixou e colocou a xícara de café no chão, eu não vi o que era, mas percebi que ele sorriu e acariciou alguma coisa próxima do chão, talvez, um cachorro?

Acho que não.

- Bom, Blissid, como você é nova vou explicar o que vamos fazer – começou Keane, que estava no banco de trás comigo, Martin ia dirigindo e Ruben ia ao banco de passageiro.

- Me chame de Sofia.

- Tudo bem, como quiser Sofia – continuou Keane – a primeira coisa que precisamos é conseguir informações, como você viu no computador.

- Certo, iremos ao museu então? – indaguei.

- Não! Não! Os policiais, sem ofensas, já fizeram tudo por lá. Vamos à biblioteca – nesse momento, Keane abaixou os olhos e perguntou sussurrando – vamos consultar o Necronomincon.

- O que é isso? – perguntei confusa, pensando já ter ouvido esse nome em algum conto ou filme de horror.

- É uma espécie de “Bíblia” do ocultismo, sobre quase tudo que se esconde atrás das sombras há algumas linhas escritas nesse livro. Antes ele era comum entre grupos como o nosso, afinal, é indispensável para o nosso trabalho, mas ultimamente, parece que todos eles têm desaparecido, daí então, a Noite garante acesso a uma pessoa de cada grupo a uma sessão especial da Biblioteca Municipal, onde não só o Necronomicon mas outros livros interessantes podem ser encontrados. No caso do nosso grupo, sou eu a pessoa quem tem acesso a essa sessão. Posso te dizer uma coisa? Lá não é um lugar agradável de se estar, e coincidentemente, ou não, nunca encontrei ninguém por lá, por mais tempo que eu passasse lá, ninguém de outro grupo de caçadores nunca apareceu por lá, bizarro, isso, não?

Eu não sabia o que pensar, aquilo parecia loucura demais para mim, mas tudo parecia tão real... Foi então que algo subitamente veio à minha cabeça:

- O nome do objeto era: “O Ídolo de Moisés”, não era? – Keane me encarou e mexeu a cabeça positivamente –

Mas como pode haver um ídolo de Moisés se ele detestava esse tipo de coisa?

Um silêncio pairou no carro, Keane, Ruben e Martin (pude ver pelo retrovisor) me encararam surpresos.

- O que foi? Nunca leram a Bíblia?

- Só tem bobagem naquele livro, não perco meu tempo com essas coisas – respondeu Martin arrogantemente.

- Não tem nenhuma no lugar de onde vim... – comentou Ruben.

- É... bem... no meu caso, digamos que eu... matei algumas aulas de catequese... – respondeu Keane meio sem jeito - Mas conte-nos mais, Sofia.

- Bom... eu também não sei muito, só o que aprendi na catequese e em alguns filme que assisti, por sinal, há um clássico sobre a história de Moisés. O que eu sei é que quando Moisés subiu no Monte Sinai para receber as tábuas da lei, os hebreus, que ficaram semanas esperando ao pé do Monte, temeram que Deus e Moisés os tivessem abandonado, por isso voltaram a adorar os ídolos Egípcios, juntaram todo o ouro que tinham, forjaram um grande ídolo – no formato de um carneiro – e começaram a adora-lo. Quando Moisés voltou e viu aquilo, ficou tão furioso que quebrou as Tábuas da Lei – com os mandamentos – dizendo que os homens não mereciam todo o trabalho que teve para se renderem tão facilmente aos ídolos mundanos.

Quando terminei de falar, Martin freou o carro em frente a um farol vermelho.

- Viu Ruben? A novata até que é esperta – comentou Martin.

- Você devia se envergonhar, Martin. Você é que devia nos ter contado isso.

- Digamos que eu estava muito ocupado na época, meu caro.

- Bom, - interrompeu Keane – isso explica algumas coisas... Na verdade, coloca alguns pontos de interrogação na história que não sabíamos que existia.

- De qualquer forma, o Ídolo da história de Moisés era bem grande, pelo menos no filme mostravam assim, não com apenas dez centímetros de diâmetro.

- É... mas como estava nas nossas informações iniciais, “O Ídolo de Moisés” é apenas um nome popular, popular não, dado por historiadores, e esse caras adoram inventar coisas que não fazem sentido.

- Droga de sinal! Não vai abrir? – interrompeu Martin com um grito – não temos a noite a noite inteira aqui! Abra logo!

Nesse momento, percebi que éramos os únicos na rua. Não havia nenhum outro carro ou pessoa nas redondezas. Martin deu uma buzinada forte e então o carro morreu.

- Droga! Mais essa! – disse ele nervoso tentando religar o carro, mas sem efeito.

- Tem alguma coisa estranha aqui... – comentei como se não estivessem me ouvindo.

- Você tem razão, garota, olhe aquilo – respondeu-me Ruben.

Havia alguma coisa caminhando sobre poste do farol, era difícil dizer a forma exata, era pequeno, totalmente obscuro, parecia ter umas seis patas finas que grudavam em volta do poste fazendo-o permanecer firme, em sua cabeça redonda, sem traços de boca, nariz ou algo parecido, apenas dois olhos vermelhos brilhavam como o farol ao lado.

- Não pode ser! Droga! Droga! Droga! – gritou Martin tentando abrir a porta do carro.

Tentamos todos abrir as portas, mas estávamos trancados por dentro, quando me virei percebi que criaturas parecidas se espalhavam pelo chão cercando nosso carro.

- Vou tentar fazer alguma coisa – comentou Ruben.

Nesse momento, confesso que não tinha visto coisa mais estranha, mas era apenas o começo do que eu ainda estaria para ver, ouvir e conhecer. Ruben encostou a cabeça no banco fechou os olhos e então seu corpo começou a derreter em até se tornar uma massa negra e adquirir uma forma líquida gosmenta. O amontoado de piche - como parecia - escorregou por entre as frestas do carro e desapareceu de minha vista.

Keane que parecia ignorar ou estar acostumado com o fato, falou assustado:

- São larvas! Criaturas demoníacas que possuem o corpo de organismos vivos para se desenvolverem, estas devem ter possuído animais, mas provavelmente você não vai conseguir identificar que tipo de anim....

Keane foi interrompido por um forte baque na janela do seu lado, uma larva, havia grudado no vidro, uma de suas patas fez uma pressão incrível contra o vidro, espatifando-o e acertando o ombro de Keane, que respondeu com um grito.

Minha reação foi instantânea, puxei meu revólver e descarreguei-o contra a criatura que, por sua vez, sentiu o impacto de cada bala, mas não parecia enfraquecida.

- Esse tipo de munição não funciona! – gritou Keane, com o ombro sangrando e o braço arranhado por cacos de vidro enquanto lutava contra a criatura

- Ora! Keane, você esqueceu de dar uma arma à novata? – gritou Martin nervoso – será eu tenho que fazer tudo? Pegue a minha, garota!

Ele me entregou uma arma, que eu nem tive tempo de olhar como era, só peguei, apontei e atirei contra a larva novamente, mas dessa vez, quando a munição tocou seu corpo ela se contorceu parecendo exprimir dor, mas ainda estava viva. Antes que eu atirasse novamente, Ruben, em sua forma humana, por assim dizer, agarrou-a do lado de fora do carro, jogou-a no chão e pisou em sua cabeça, fazendo-a estourar em uma mistura de piche com sangue. Logo em seguida, diversas criaturas começaram a se amontoar sobre ele.

Martin finalmente conseguiu ligar novamente o carro, se virou para mim e perguntou:

- Ei, Novata! Sabe dirigir?

- Claro que sim!

- Ótimo, então leve o Keane direto para a Biblioteca, lá vocês estarão protegidos.

Nesse momento, ocorreu outra coisa fenomenal, que machucou meus olhos e minha sanidade desacostumados. Martin levantou sua mão direita concentrado, pronunciou algumas palavras em um idioma que nunca imaginei existir e em seguida encostou a mão na porta ao seu lado. No instante seguinte, alguma espécie de energia, que com certeza não foi sua força, fez com que a porta se despregasse do carro voasse na direção de algumas larvas esmagando-as.

- Morram suas crias de Lúcifer! – gritou Martin descendo do carro e disparando contra diversas larvas que se contorciam até ficarem inertes.

Aproveitei a cobertura para pular para o banco da frente e acelerar o máximo que pude. Na polícia já havia passado por situações difíceis e perigosas, mas essa foi a situação mais anormal e pavorosa pela qual estava passando.

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domingo, 27 de setembro de 2009

Sob as Sombras - A Primeira Caçada

Capítulo 2 - O apartamento


Entrei com um pouco de hesitação, de alguma forma, aquele apartamento parecia ser o menos pior daquele prédio, a mobília da sala se resumia a dois sofás velhos e rasgados, uma mesa de centro e uma pequena escrivaninha com um daqueles computadores que se percebe que são mais velhos que você. Na janela estava um terceiro homem fumando, usando com a camisa amarrotada e a gravata afrouxada, parecia ter acabado de terminar seu expediente.

O homem chamado Ruben, fechou a porta atrás de mim, o rapaz do sofá veio ao meu encontro, me cumprimentou meio timidamente e se apresentou como Keane e apresentou o fumante da janela como Martin.

- Rapaz, acho que está me confundindo, não sou nenhuma novata, trabalho na polícia há mais de cinco anos e meio e vim aqui por uma emergência.

- Há! Eles sempre fazem parecer uma emergência, não é Ruben? - comentou o homem da janela

- É... e quando nos damos conta, vemos que nunca é grande coisa...

Keane voltou a falar:

- Por favor, pessoal, não deixem a detetive assustada. Não se preocupe, minha cara, mas nem sempre entendemos porque recebemos o Chamado.

- Chamado? Como assim?

- O Chamado da Noite, você foi convidada a se tornar uma de nós e ao ter vindo até aqui, você aceitou o convite.

- Como assim uma de vocês?

Antes que Keane começasse a me explicar, o homem da janela, Martin suspirou arrongantemente e comentou:

- Será que tem café?

- Nunca tem café - respondeu-lhe Ruben.

- Hum... Talvez então seja por isso que a novata entrou para o grupo! Ei, detetive, sabe fazer café?

Confesso que senti uma raiva extrema naquele momento, um desses executivos podres que são acostumados a mandar nas pessoas me desrespeitando daquela forma e, ainda por cima, desrespeitando minha profissão, podia dar-lhe voz de prisão imediatamente... Mas parecia que algo me intrigava naquele lugar, aquele apartamento, no meio do nada, com aquelas pessoas estranhas, falando de maneira estranha e sobre coisas estranhas... felizmente (ou não) minha curiosidade sempre foi maior que meu orgulho.

Respondi ao imbecil com um olhar de indifereça e segui para a cozinha.

- Ah! E sem açúcar, acrescentou ele.

Naquela cozinha nojenta e fedida, coloquei a água para ferver na primeira panela suja que encontrei, virei-me, encostei-me na entrada da cozinha e disse:

- Então... conte-me sobre esse Chamado?

- Bom - disse Keane se ajeitando no sofá - você é uma detetive, imagino que ja tenha pego muitos bandidos, estou certo? Pois então, imagine que todos esses caras maus que você colocou atrás das grades não são ninguém, não fizeram nada de mais. Por quê? Porque existem coisas piores do que eles nesse mundo, coisas que são tão ruins e que podem causar um mal tão grande que são proibidas de existir neste mundo, por isso, os usam para cometer essas atrocidades.

Keane fez uma expressão como se tivesse acabado de dizer alguma coisa genial, os outros dois esconderam o riso da minha cara de dúvida e perplexidade. Que diabos Keane estava falando? Será que ele andou assistindo filmes de terror demais?

- Então - continuou Keane meio desconcertado - nós os caçamos e evitamos que coisas ruins acontençam.

- Coisas ruins acontecem o tempo todo, meu trabalho é tentar amenizar algumas delas.

- Não, não! Mas eu estou dizendo, coisas ruins DE VERDADE.

Não sabia mais o que dizer, estava começando a temer que tudo aquilo fosse uma espécie de armadilha. Voltei-me para o fogão e passei o café, Martin entrou rapidamente na cozinha e se serviu sem realizar o menor gesto de agradecimento, quando me virei de volta para a sala havia alguma coisa diferente: o computador estava ligado.

- Grupo Argos, completo. Agora com uma nova integrante, Sofia Lindenroc, durante a missão deverão se referir a ela como Blissid. - disse uma voz aguda e eletrônica vinda do computador.

Logo em seguida, o computador que parecia bem antigo mostrou-se capaz de uma alta definição de vídeo quando começou a preencher o visor com uma série de informções, fotos comuns e de satélites e animações, logo, os dados estavam dispostos da seguinte maneira:


Grupo Argos - Missão 207
Crime: Artigo raro da Era Egípcia roubado do Museu Central.
Descrição do Objeto (com fotos)
Nome: "O Ídolo de Moisés"
Peso: 3,7 kg
Dimensões: aproximadamente 10 cm de diâmetro
Composição: Objeto de ouro oco no formato de um carneiro gordo com o número "4" em hebraico cravado em baixo relevo
História: encontrado em 1946 num sítio arqueológico ao norte do Nilo, acredita-se ser um réplica em miniatura de ídolos egípcios, mas ganhou popularmente o nome de Ídolo de Moisés por ter sido econtrado próximo às ruínas do templo onde Moisés teria sido criado, no Egito.
Suspeito: George Vizentini, 21, judeu, estudante de história e fascinado pela Cabala. Sua família já viajou a diversas cidades do Oriente Médio, comprando todo tipo de artefatos hebraicos e egípcios da época da escravidão hebraica no Egito. Apesar de ser Judeu, já foi visto ocasionalmente frequentando rituais ocultistas.
Recompensa: US$ 80,000 por devolverem a peça intacta ao museu, descobrirem sua utilidade e o porque do interesse de Vizentini pela peça.

Aceitar Missão? Tempo para confirmação: 1:00:00

- Só US$ 80.000? - disse Martin - da outra vez eles ofereceram US$ 100.000 e ainda foi pra dividir por três! - logo em seguida apertou um dos botões do computador.

Ruben e Keane repetiram o mesmo processo, depois se voltaram para mim e ficaram esperando.

- Sofia, sei que você está se mordendo de curiosidade para entender tudo isso, venha conosco, só desta vez. - disse-me Keane

Minha vontade de saber do que se tratava tudo aquilo era gigantesca, minha intuição - ou pelo menos aquilo que eu digo ser minha intuição desde criança e que sempre me conduziu pelo caminho - dizia que isso mudaria para sempre minha vida e que isso me traria oportunidades maravilhosas, não pelo dinheiro, mas algo que eu não sabia dizer o que era, só saberia se eu apertasse aquela tecla.

- Bem Vinda ao grupo Blissid. Missão Aceita. Caso falhem ou não atualizem a missão dentro de 24 horas, ela será oferecida a outro grupo. - e desligou.

- Ela podia pelo menos dizer Boa Sorte na sua primeira missão, não é? - comentou Ruben, tentando parecer sarcástico como seu amigo Martin, mas percebeu que não obteve sucesso.

- Bom, então vamos, sigam-me! - gritou Martin como se fosse uma espécie de líder arrogante.

Martin saiu do apartamento com a xícara de café ainda na mão, não comentei nada, porque não queria receber uma de suas respostas estúpidas, apenas segui os outros pela saída. Quando saímos pelo corredor, Keane, que foi o último, apenas fechou a porta sem trancá-la.

- Vocês não vão trancar? Esse não é um lugar muito bom para se deixar uma porta aberta.

- Ora não tem problema - respondeu o jovem Keane - não há nada de importante que não possa ser roubado lá dentro

- Tem aquela caixa que vocês chamam de computador - comentou o inocente(?) Ruben.

- Ora - falou Martin se virando com a xícara ainda na mão - estariam nos fazendo um favor se nos roubassem aquilo!

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sexta-feira, 25 de setembro de 2009

CENÁRIO: Sob as Sombras

Eita! Parece que agora o blog vai voltar do Abism... digo, do cemitér... digo... ah... vocês entederam!(rapaz! A gente caiu pra caramba no rank da rpg.blogs !!!!)


E eu, como um administrador desleixado, estive longe por muito tempo. Perdido nas longínquas terras alienígenas de Varginha. Mas, chega de enrolação, vamos voltar à ativa. E, como o Thiagão começou mandando bem com Sob as Sombras, eu vou aproveitar para detalhar mais esse cenário.


Primeiramente, é bom deixar claro: como eu não criei o cenário todo sozinho, cada um dos jogadores tem uma visão particular dele. O que farei será mostrar a visão que tenho, aproveitando para descrever vários elementos presentes neste cenário tão amplo.
A parte mais complicada do cenário é passar o clima certo, pois, apesar de ter a mesma temática de Word of Darkness (criaturas sobrenaturais de todo tipo se escondendo entre humanos comuns), este NÃO é um jogo de horror pessoal. Suspense? Um pouco. Ação? Com certeza! Gótico? Não.



Beco Escuro: um bom lugar para começar uma caçada!






Neste jogo, os personagens jogam com um tipo especial de caçadores de recompensas. Todos recebem contratos (uma hora tenho que postar o modelo de um...) de uma entidade misteriosa auto-intitulada "Dama da Noite" - ou somente "Noite" para os íntimos. Nestes contratos há uma proposta de serviço, que vai desde o extermínio de uma criatura até a investigação de um desparecimento misterioso...


Como eles se tornam "Cães da Noite"? Os meios são vários, a Noite é conhecida por atrair candidatos de todo tipo, de maneiras muito variadas. Ninguém sabe quais são os critérios adotados por ela, mas sabe-se que a grande maioria dos Cães tem alguma ligação forte com criaturas sobrenaturais, ou são criaturas sobrenaturais mesmo!

Onde estamos?
A cidade onde ocorrerão as missões nos meus jogos será Los Angeles (nome sugestivo, não?). De fato, é uma cidade privilegiada para isso: grande, com uma diversidade cultural impressionante e tem Hollywood! (não que isso faça muuuita diferença, claro...)

Onde estamos mesmo?
Explicando a cosmologia bem rapidamente, existem dois mundos: o Mundo Material (o nosso) e o Mundo Espiritual (onde ficam boa parte das "outras coisas"). Criaturas como Humanos, Feiticeiros, Feéricos e Lobisomens são originários do Mundo Material. Criaturas como Celestiais e Abissais são originários do Mundo Espiritual. E criaturas como Vampiros, Fantasmas e Zumbis ficam no limiar entre os dois Mundos.

O que os Cães da Noite fazem?
Como já foi dito, eles são caçadores de recompensa. A Noite contrata esses mercenários para garantir um "equilíbrio" entre o Mundo Espiritual e o Mundo Material. Esse equilíbrio é medido de várias formas: relação de criaturas Celestiais e Abissais com influência na sociedade, número de Mortos-Vivos (que se alimentam de humanos...), número de criaturas essencialmente mágicas, etc..
Por exemplo: não pode haver um número de criaturas sobrenaturais maior que 0,2% da população, no caso de Los Angeles, com seus quase 3.700.000 habitantes seria algo em torno de 7.500 criaturas. Parece pouco? Isso porque não consideramos os Vermes (criaturas inferiores), que chegam a 37.000! De qualquer forma, os critérios também não são totalmente conhecidos pelos Cães da Noite.

E a recompensa?
A principal moeda usada pela noite é o Dólar mesmo. Porém, ela pode oferecer algumas coisinhas variadas, às vezes. Como Artefatos Mágicos, favores especiais, até mesmo a possibilidade de ressuscitar um colega morto!

Por enquanto chega. O pontapé inicial foi dado. Nos próximos posts: as criaturas das sombras, localizações interessantes, contratos e adaptação para algum sistema!!!




GG - Administrador Escravo (de novo) Vendo "Massas Orgânicas Indescritivelmente Angulosas de Uma Coloração Alheia a Este Mundo" se movendo ànnoite pelas ruas sombrias de Varginha City!

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quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Sob as Sombras - A Primeira Caçada

Capítulo 1 - A Novata

Meu celular usado somente em casos de emergência, recebeu uma mensagem que me indicava um endereço, dizia apenas: "Detetive Sofia Lindenroc, esteja em ... nº XX, apto XX" (Logo mais o leitor entenderá que não me convém especificar o endereço correto). Eram por volta das sete e vinte de uma noite quinta feira, o único horário livre nas semanas em que eu podia me encontrar com Evan, meu namorado.

- Maldito Silva, me mandando seu trabalho de novo - pensei. Mas não havia remetente, parece que de alguma forma a mensagem foi escrita em meu celular sem que ninguém tocasse suas teclas ou tivesse sido enviada por alguém.

De qualquer forma, era uma emergência, liguei para Evan totalmente desconsertada. Ele, naturalmente, recebeu a notícia com frustração, parece que havia preparado algo para mim e estava só me esperando. Depois de um longo suspiro, ele comentou:

- É por isso que nunca conversamos sobre casamento, So - e desligou. Fiquei olhando a cidade cheia pontos luminosos enfileirados pela janela do meu apartamento ainda com o telefone no ouvido. Após alguns momentos parada assim, respirei fundo, peguei meu distintivo e minha arma e saí.

Como não era meu dia de serviço, estava sem carro, por isso tive de pegar um táxi. O taxista hesitou com desconfiança quando disse o endereço, era num bairro de baixa renda da cidade, não havia a presença de muitos maus elementos por lá, mas ficava entre uma favela e uma região comummente frequentada por pessoas estranhas. O calvo e barbudo homem do carro inventou todo tipo de desculpas para não me levar, mas acabou cedendo quando mostrei meu distintivo e disse estar em serviço.

Chegando no local, era uma construção horrível, devia ter uns sessenta anos, sem nunca ter passado por uma reforma. Tinha nove andares e estava caindo aos pedaços, várias das janelas estavam fechadas com tábuas de madeira e outras com o vidro quebrado, um mendigo dormia na porta do prédio enquanto um vira lata cheira cheirava seus trapos. Conferi novamente o endereço para ver se estava certo, levei minha mão ao coldre do revolver para garantir que estava lá, é provável que eu precisasse utilizá-lo.



Entrei e segui direto para as escadas, mas não pude deixar de reparar numa velha da entrada que segurava tremendo um regador molhando algumas plantas já mortas enquanto me olhava com o canto do olho e mantia o rosto sem expressão. Enquanto passava pelos andares, percebi que o ambiente era dos piores: num quanto, um homem tossia freneticamente sem parar, noutro um constante choro de criança era pano de fundo para uma gritaria entre uma mulher e seu marido, isso, junto com outros ruídos como um narrador de futebol na televisão, gemidos de mulheres e pratos batendo pareciam compor uma bizarra e desprezível sinfonia.

Por outro lado, o apartamento que me foi indicado estava em absoluto silêncio, havia na porta a marca de uma grande mão negra que parecia ter exalar um cheiro de queimado, que me pareceu um pouco enxofre, mas não tive certeza. Toquei a campainha. Estava quebrada. Bati porta com uma mão e senti a outra tocando no meu coldre. Alguns segundos se passaram até que a porta abriu bruscamente. A porta foi aberta por um homem moreno com o físico entre forte e gordo e usava largas roupas velhas, tinha as bochechas caídas que davam a ele uma expressão de constante incontentamento. Mostrei a ele meu distintivo e disse:

- Detetive Lindenroc, fui enviada para investigar esse local.

- Investigar o que? - perguntou-me o homem com a voz rouca.

É verdade... o que foi mesmo que eu havia vindo investigar? A notícia me pegou tão de surpresa que acabei me esquecendo do principal. Mas antes que eu pudesse pensar em alguma coisa uma voz masculina ao fundo gritou:

- Quem é, Ruben?

O grande homem se moveu lentamente se posicionou ao lado da porta permitindo que um rapaz de cerca de vinte e poucos anos, sentado no sofá pudesse me ver, ele se levantou sorriu e disse.

- Ah! É a novata, por favor, entre!

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O Mundo de Sob as Sombras

"Sob as Sombras" é um cenário de RPG criado por GG (administrador do Blog), mas por falta de "Tempo" e "Disposição" do dignissímo, ajudamos ele na criação de alguns elementos para o cenário, personagens e crônicas.

O mundo de "Sob as Sombras" é uma variação do famoso "World of Darkness", toda ação e todos os eventos acontecem durante a noite ou no submundo, encontramos nele todos os tipos de criaturas sobrenaturais e/ou habitantes das trevas, tais como: Vampiros, Lobsomens, Mortos Vivos, Demônios, Fadas, Anjos Caídos, Feiticeiros, "Massas Orgânicas Indescritivelmente Angulosas de uma coloração alheia a este mundo"*, entre outros.



As Aventuras ou Crônicas, como preferirem, são, em geral, missões recebidas por um grupo, pejorativamente chamado de Cães da Noite, que agem, na maioria das vezes como caçadores de alguma criatura que esteja provacando ou prestes a provocar a perda de equilibrío entre o Bem e o Mal existentes no mundo. Na prática é parecido com a série Sobrenatural com uma leve pincelada do Animê Gantz.

Bom, essa é a idéia geral para se entender uma história no mundo de Sob as Sombras, espero que gostem da minha crônica.

Um abraço a todos,

Thiagaum

Referências:

*Lovecraft, H. P. - Sonhos na Casa da Bruxa - Série Mitos de Cthulhu

World of Darkness - Mundo das Trevas - http://www.white-wolf.com/worldofdarkness/index.php?line=intro

Supernatural – Sobrenatural - http://www.cwtv.com/shows/supernatural

Gantz - http://pt.wikipedia.org/wiki/Gantz

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